Barreiras impedem desastre ambiental
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sexta-feira, 20 de junho de 2003
Gilmar Agassi<br>Reportagem Local 
As três barreiras de contenção montadas no ribeirão Barreiro (zona leste de Londrina), pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP), foram suficientes para impedir um grande desastre ambiental. Anteontem, houve o vazamento de aproximadamente mil litros de óleo diesel de uma bomba do Auto Posto Strada, no Conjunto Antares distante cerca de 800 metros do ribeirão. Através da galeria pluvial, o óleo atingiu o ribeirão, mas até a tarde de ontem não tinha sido constatada a mortandade de peixes.
O chefe regional do IAP, Ney Paulo, explicou que técnicos do instituto estiveram no local durante a manhã de ontem para fazer mais uma coleta da água atingida pelo combustível. Um caminhão de sucção à vácuo permanece no local para retirar a camada de óleo que se forma nas barreiras. A água contaminada será levada para o aterro sanitário. Técnicos estiveram na terceira barreira e constataram que o óleo não chegou até aquele ponto do ribeirão. Por não ser um manancial de abastecimento, os danos foram pequenos, frisou.
Ney Paulo explicou que o resultado da análise da água coletada no ribeirão deverá ser conhecido em cerca de 10 dias. Após se certificar dos danos causados no manancial, o chefe do IAP deverá definir as multas a serem pagas pelos proprietários do posto, Carlos Alberto Santos, e da caminhonete que destruiu a bomba, João Alves de Almeida. Ele lembrou que se os responsáveis atenderem todas exigências do instituto para recuperação dos danos, o valor da multa poderá ser amortizado em até 90%.
Preocupado com a possibilidade de ocorrer outros acidentes ambientais, Ney Paulo adiantou que deverá intensificar a fiscalização em postos de combustíveis. Ele pretende utilizar dois dias por semana para essa tarefa. O Auto Posto Strada, por exemplo, foi visitado há cerca de 20 dias pelo IAP e ficou constatada a falta de licenciamento ambiental. Segundo ele, o posto não conta com canaletas e caixa de retenção para evitar que a galeria de água pluvial seja atingida em casos de vazamento.
O chefe do IAP disse que o Secretário de Estado do Meio Ambiente, Luiz Eduardo Cheida, se comprometeu em liberar uma remessa de mantas de algodão para contenção de vazamentos em mananciais. A quantidade a ser enviada ainda não foi definida.
A pessoa que estava respondendo ontem pelo posto, Sérgio Ronaldo de Souza, afirmou que o estabelecimento passará por uma reforma e que existe a possibilidade de a bomba, que ocasionou o vazamento, ser colocada em outro local. Essa foi a terceira vez que a mesma bomba é destruída, mas a primeira com maiores conseqüências. Anteontem, o dono da camionete havia informado que o veículo estava com trava.


