Barreiras começam a ser eliminadas
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sexta-feira, 20 de fevereiro de 1998
Paulo Pegoraro 
Edson MazzettoPortador de deficiência física atravessa rua em Cascavel; prefeitura rebaixa meio-fio para facilitar acessoBarreiras arquitetônicas estão sendo eliminadas de espaços públicos de Cascavel, para atender a legislação em vigor. Obstáculos como meio-fio sem rebaixamento, escadarias e portas estreitas em prédios dificultam a circulação de portadores de deficiências física ou visual, além de idosos. No centro da cidade estão sendo abertas passagens em meio-fio para permitir a travessia de cadeiras de roda ou de pessoas que se utilizam de muletas ou bengalas.
Entidades de portadores de deficiência vinham exigindo a eliminação das barreiras arquitetônicas, com o apoio de campanha deflagrada pelo Lions Clube Cascavel Velho. Segundo o presidente do clube de serviços, Romeu Tolentino, a dificuldade de locomoção impede que muitas pessoas participem da vida social, cultural e profissional. Isso automaticamente significa uma forma de marginalização, diz o secretário do clube, Natalin Zanella,
A eliminação das barreiras já havia sido determinada por lei aprovada na Câmara em 95, de autoria do então vereador Nestor Dalmina (PT), que é arquiteto. A lei determina placas de trânsito com altura mínima de 2 metros para evitar choques e proibição de placas de publicidade ou aparelhos de ar condicionado em altura e posição que impeçam a passagem dos portadores de deficiências, entre outras restrições.
As calçadas não podem ter degraus e mesas e cadeiras de lanchonetes que dificultem a passagem. Projetos para construção de prédios abertos ao público só devem ser liberados se tiverem entrada para portadores de deficiências. As rampas devem ter largura mínima de um metro e meio.
Entidades querem também que no transporte coletivo 5% dos ônibus sejam adaptados com rampas de acesso. A prefeitura já anunciou que vai atender a reivindicação.


