Campo Mourão - Os camelôs que tiveram suas barracas fechadas pela Secretaria de Fiscalização de Campo Mourão na semana passada informaram ontem que não aceitam trabalhar no Mercado Municipal, como sugeriu a prefeitura. A resposta foi dada durante reunião entre os comerciantes, o secretário Cristiano Calixto e vereadores.
''Não existe a possibilidade de irmos para o Mercadão. Esse local é inivável para o nosso negócio'', afirmou Sandro Marcos de Almeida, dono de uma das 11 barracas interditadas na semana passada. Apenas um dos barraqueiros, Francisco Vicente, que vende salgados há mais de 20 anos na praça Getúlio Vargas, admitiu que pode fazer a mudança.
Na reunião de ontem, os barraqueiros sugeriram que a prefeitura pague uma indenização de R$ 10 mil para cada um deles pelo fechamento das barracas. Calixto anunciou que vai repassar a proposta para o prefeito Tauillo Tezelli.
''Acho pouco provável que o município aceite indenizar quem estava descumprindo a lei'', disse o secretário. ''A solução de imediato que temos para resolver o problema é a instalação das barracas em frente ao mercadão.
Os donos das barracas informaram ontem que só voltam a discutir o assunto com o prefeito Tauillo Tezelli. Eles disseram que não têm condições de aderir ao comércio formal. ''Eu tinha a minha lojinha, mas quebrei e fui para a barraca'', ressaltou Almeida. Os barraqueiros que foram presos por contrabando foram liberados no final de semana.

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