Áureo Nogueira
Os barracões da antiga Colônia Penal Agrícola de Tamarana (63 km ao sul de Londrina) apresentam contaminação nas paredes e no piso. O solo também apresenta contaminação, mas em grau inferior ao limite máximo. Somente as amostras da água não indicaram contaminação. A análise foi feita pelo Instituto Ambiental do Paraná a pedido da Promotoria Especial de Defesa do Meio Ambiente de Londrina.
O prazo para a entrega do laudo expirou na sexta-feira, depois de ter sido prorrogado por 30 dias. Mas somente ontem o IAP encaminhou os documentos para a Superintendência de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental (Suderhsa). A promotora Maria Lúcia Reichenback chegou a enviar ofício concedendo apenas mais 48 horas, improrrogáveis.
De acordo com a chefe de Divisão de Tecnologia da Coordenadoria de Estudos e Padrões Ambientais do IAP, Ana Cecília Nowacki, foram feitas análises de 13 amostras, incluindo piso, parede, solo e água. ‘‘As amostras sólidas passaram por testes de lixiviação, que simula a pior condição possível do resíduo lançado no meio ambiente’’, explica Ana Cecília.
Quanto à demora na entrega do laudo técnico, Ana Cecília esclarece que as análises são complicadas e demandam certo tempo. ‘‘Para a preparação das amostras e realização das análises é necessário prazo de pelo menos 30 dias, variável em função da filtrabilidade’’.
A técnica do IAP destaca que para definir o tratamento e a destinação final dos resíduos serão necessários novos estudos ambientais. Segundo o chefe do Departamento de Tecnologia de Saneamento da Sudersha, Rui Mueller, a definição sobre o destino dos barracões somente será tomada em reunião a ser marcada entre a Promotoria Especial de Defesa do Meio Ambiente, representantes da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos, IAP e Suderhsa.
Durante mais de 10 anos, os barracões da Colônia Penal Agrícola foram utilizadas como depósito de agrotóxicos apreendidos em todo o Estado. No começo do ano, o governo retirou cerca de 1.200 toneladas de produtos como BHC e DDT. A retirada e o transporte foram feitos pela companhia Bayer, que fez a incineração no Rio de Janeiro.

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