Bares terão que testar limite na emissão de som
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quinta-feira, 22 de novembro de 2001
Betânia Rodrigues<br>De Londrina 
Os bares e restaurantes de Londrina que oferecem música ao vivo terão 30 dias para testarem o limite de 60 decibéis na emissão de som. Essa experiência servirá como base para a alteração da Lei 6.958/97 que limita a atividade a 40 decibéis até as 23 horas. A decisão foi tomada ontem à tarde pela comissão da Câmara que estuda a poluição sonora.
Para o vereador Lourival Germano (PHS) esse é o caminho do entendimento entre os moradores, empresários e governo. Sua intenção é apresentar propostas de mudança no início do ano que vem, quando o grupo volta a se reunir.
Na opinião da musicista e diretora da Rádio Universidade, Janete El Haouli, a experiência é um voto de confiança nos empresários. ''O tratamento acústico é barato e pode ser feito até mesmo em estabelecimentos abertos. Não é uma tarefa complicada, mas precisa do auxílio de um profissional da área'', explica a professora.
De acordo com o gerente de Fiscalização da prefeitura, Nicolsen Barros Silva, quatro fiscais acompanharão o cumprimento do acordo durante os finais de semana. Todos os estabelecimentos que já foram alvo de alguma reclamação serão comunicados da decisão. As igrejas, por exemplo, ficarão de fora. ''Elas não são problema porque se adaptam rapidamente à lei quando notificadas.'' Atualmente, os bares Farol, Boitatá e Pau Brasil funcionam através de uma liminar que suspendeu a cassação dos alvarás por causa do excesso de som.
O presidente da Associação de Moradores dos Altos do Igapó, Ewerton Cangussu, duvida que a experiência dê certo. Para ele, tão importante quanto o respeito aos 60 decibéis é o limite do horário.


