Emerson Cervi
De Curitiba
Castro será o primeiro município do Paraná a implantar uma lei municipal restringindo o horário de funcionamento de bares. O prefeito Claudioni Braga (sem partido) sancionou ontem a lei que obriga bares da periferia a fecharem às 24 horas. O objetivo é combater o crescimento da prostituição. ‘‘Estamos estudando com o Judiciário e segmentos da sociedade como será feita a fiscalização dos botecos’’, disse o prefeito. As associações de moradores de bairros de Castro devem se responsabilizar pela fiscalização. ‘‘É preciso um tempo para que os donos de bares se adequem, depois disso vamos cassar o alvará de funcionamento dos reincidentes’’, disse.
Segundo Braga, em 1996 a maior preocupação de 54% dos castrenses era a segurança. ‘‘Pesquisas recentes mostram que hoje o que mais preocupa a maioria das pessoas é o crescimento da prostituição’’. A restrição ao funcionamento de bares da periferia faz parte do programa de transformação de Castro em pólo turístico. ‘‘Queremos manter a criminalidade baixa, depois que cassarmos um ou dois alvarás esperamos que os outros bares se enquadrem’’.
Restaurantes e lanchonetes do centro da cidade que não têm som ao vivo não foram enquadrados no toque de recolher. A Secretaria Municipal de Indústria e Comércio vai definir nas próximas semanas os critérios para o fechamento.
A lei que restringe o horário de funcionamento de bares em Castro foi apresentada como emenda ao Código de Posturas do Município e aprovada por unanimidade no dia 19 de junho. A vereadora Konstance Johnson Kremer (PL) é a presidente da Comissão Especial para Estudo do Código de Posturas de Castro e defende o fechamento. ‘‘A vizinhança de alguns bares da periferia estava reclamando muito do crescimento da prostituição e barulho nestes locais’’. disse.
O vereador Jovenil Rodrigues de Freitas (PSC), que também faz parte da Comissão Especial na Câmara, defendeu a proposta. ‘‘Muitos vizinhos de bares que promovem a prostituição em vilas da periferia reclamaram do incômodo, até agora não recebi nenhuma reclamação de donos de bares por causa da lei’’, informou. O proprietário da Pizzaria e Boliche Dom Donato, Êcli Ávila, não tinha sido informado até ontem se ele precisará fechar às 24 horas ou não. ‘‘Eu não tenho som ao vivo, não incomodo os vizinhos e ficarei aberto enquanto tiver cliente’’, adiantou.

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