Grandes geradores de resíduos orgânicos, como restaurantes, lanchonetes, supermercados e bares, se comprometeram a cumprir a legislação ambiental, a qual determina que geradores são responsáveis pela destinação final do lixo. A decisão foi tomada após reunião realizada, na noite de anteontem, entre a promotora de Defesa o Meio Ambiente de Londrina, Solange Vicentin, órgãos ambientais, como a Secretaria e o Conselho do Meio Ambiente de Londrina, organizações não-governamentais (ONGs) ligadas ao meio ambiente e representantes do Sindicato dos Hotéis, Bares, Restaurantes e Similares de Londrina (Sindihotel).
Segundo a promotora Solange Vicentin, o objetivo do encontro foi esclarecer o que diz a lei. ''A maioria desconhecia a situação atual do Aterro Municipal, que está em fase de encerramento, e achava que o decreto da Prefeitura era um capricho da administração'', disse Solange.
Em maio, o Decreto 276 proibiu os grandes geradores de resíduos orgânicos de depositar o lixo na quantidade acima de 200 litros no aterro. O Sindihotel entrou com um mandado de segurança e um dia depois foi concedida liminar pela Justiça.
Para o vice-presidente do Sindihotel, Alzir Bochi, a reunião foi ''esclarecedora''. ''Como cidadão brasileiro e londrinense acho justa e correta a lei. Todos devem se adequar.'' Ele comentou que o próximo passo será fazer um trabalho de conscientização com os associados, para que separem e dêem destinação correta ao lixo produzido. ''Compramos a idéia e iremos cumprir a lei. Mas é preciso conscientizar o empresariado a fazer sua parte primeiro.''
Conforme Solange, enquanto o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) não licenciar uma nova área para a Prefeitura construir uma central de tratamento de resíduos, o aterro, apesar dos problemas operacionais, continuará recebendo os resíduos dos grandes geradores. ''Mas eles podem ser autuados a qualquer momento'', ressaltou.
Para a promotora de Defesa do Meio Ambiente, a situação só irá mudar quando toda a sociedade se conscientizar da importância da separação e reciclagem do lixo. ''Hoje, os grandes geradores não separam o lixo e a empresa que cuida do aterro tem que contratar pessoal para fazer a separação, o que encarece o processo'', afirmou Solange.

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