Bares de Colombo terão que fechar às 23h
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sexta-feira, 09 de fevereiro de 2001
Katia Michelle De Curitiba 
Colombo será o segundo município da Região Metropolitana de Curitiba a valer-se do toque de recolher para tentar reduzir a criminalidade. A partir de hoje, cerca de 1.500 bares serão notificados que deverão fechar às 23 horas. Os estabelecimentos terão cinco dias para se adaptar a nova portaria, editada pela juíza Mila Alves da Luz. A prefeita reeleita de Colombo, Elisabete Cristina Pavin (PPB), segue o exemplo de Fazenda Rio Grande, onde existe uma resolução do prefeito Antônio Wandscheer (PPS), baseada em uma lei de 1985.
De acordo com dados do Instituto Médico-Legal (IML), desde o início deste ano Colombo registra o segundo maior índice de mortes violentas da Região Metropolitana, ficando atrás apenas do bairro Cajuru, em Curitiba. A delegacia da região (17º Distrito) divulgou que foram quatro homicídios registrados este ano, contra três no mesmo período do ano passado. O número de roubos e furtos em relação a 2000 também aumentou. Foram 27 roubos e 16 furtos este ano, contra 25 roubos e 12 furtos no ano anterior.
Com a regulamentação do horário de fechamento de bares e casas noturnas, a prefeita espera reduzir em 70% o índice de criminalidade no município. A medida é a primeira de uma série que a prefeita pretende tomar com este mesmo objetivo. Também pretendemos instalar uma Delegacia da Mulher em Colombo para diminuir o índice de violência contra a mulher, adiantou.
Conforme levantamento prévio da prefeitura existem pelo menos 60 bares irregulares (sem alvará) em Colombo e 11 dos 16 bailões também não têm autorização para funcionar. A partir da primeira notificação, os estabelecimentos irregulares terão 30 dias para se enquandrar na legislação, mas dentro de menos de uma semana todos devem se adaptar ao novo horário de fechamento sob pena de sofrerem sanções como multa, interdição e até a cassação do alvará (no caso dos regulares).
Elisabete acredita que dentro de 15 dias o município já deve sentir os reflexos da medida. A maior parte dos crimes está relacionada a bebidas alcoólicas. Com os bares fechando mais cedo, os crimes vão diminuir, comenta.
A prefeita admite, no entanto, que a regulamentação do horário não pode ser uma medida isolada. Ela ressalta que o principal problema está na falta de policiamento. Apenas 58 polícias militares fazem a segurança do município, que tem uma população de 186 mil pessoas, segundo dados do último censo.


