Emerson Cervi
De Curitiba
A Comissão Coordenadora dos conselhos comunitários de segurança de Curitiba espera que até o fim deste mês seja definida a regulamentação para o funcionamento de bares, lanchonetes e danceterias na região metropolitana da capital. Em agosto, o Secretário de Segurança Pública, Cândido Martins de Oliveira, propôs um controle mais rigoroso desse setor para reduzir a criminalidade. Os presidentes de 85 conselhos de segurança apresentaram as propostas da comunidade ao secretário de segurança. A principal delas é estabelecer horários diferenciados de funcionamento e incluir nos alvarás dos bares a hora de abertura e de fechamento.
Um dos integrantes da Comissão, José Augusto Soavinski, presidente do Conselho Comunitário de Segurança Bacacheri I, acredita que nas próximas semanas Cândido Martins apresente oficialmente as propostas ao Secretário Municipal de Urbanismo de Curitiba. ‘‘Esperamos que ainda em outubro esta regulamentação esteja pronta’’, disse. Os presidentes dos conselhos de segurança concluíram que o melhor seria fechamento às 23 horas. ‘‘Temos que fazer alguma coisa para reduzir os índices de criminalidade na região metropolitana, sem imposições ou atos ditatoriais’’.
Segundo Soavinski, a intenção não é obrigar os donos de bares a encerrar suas atividades. ‘‘Não queremos aumentar o índice de desemprego na região, a definição de critérios para funcionamento vai favorecer aqueles que quiserem se enquadrar’’, afirma. Outra proposta dos conselheiros comunitários é que um representante dos conselhos faça parte da Comissão Municipal de Avaliação de Bares, que será responsável pela análise dos pedidos de alvará para instalação de novos bares e lanchonetes na cidade.
Os presidentes de conselhos comunitários também propuseram um aumento da distância mínima de bares dos colégios. O afastamento passaria de 200 metros para 300 metros. Além de maior fiscalização quanto ao cumprimento da lei que proíbe a venda de bebidas alcoólicas paraa menores.
As danceterias que não respeitam os limites máximos de emissão de ruídos e incomodam os vizinhos serão obrigadas a fazer campanhas educativas. ‘‘O dono será responsabilizado a informar os usuários desses clubes sobre a forma correta de se portar para não prejudicar quem quer dormir’’, explica.

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