Bares da Higienópolis podem ser lacrados
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sábado, 16 de junho de 2001
Betânia RodriguesDe Londrina 
Os bares localizados no alto da Avenida Higienópolis (Jardim Guanabara), em Londrina, estão prestes a serem lacrados. Segundo o gerente de concessão de alvarás da prefeitura, Márcio dos Santos Carvalho, todos eles já possuem duas autuações por excesso na emissão de sons e ruídos. Na terceira autuação já podemos fechar o estabelecimento, fato que vai dificultar a liberação de um novo alvará, explicou.
Conforme o Código de Posturas do município, os empreendimentos comerciais instalados em áreas residenciais podem emitir sons a uma altura máxima de 40 decibéis, mas essa condição não inclui música ao vivo ou mecânica. Para oferecer este atrativo à clientela, o comerciante precisa de um alvará específico que libera a música até as 23 horas. No momento, apenas os bares Pau Brasil e Boitatá, ambos fixados no Jardim Guanabara, possuem essa autorização. Os demais funcionam à revelia da lei e por isso são multados constantemente, acrescentou Carvalho.
Os fiscais da gerência de concessão de alvarás aplicam de 25 a 30 multas por mês somente por excesso de som. Isso sem contar as reclamações de moradores que são dezenas todas as semanas. Além do Pau Brasil e do Boitatá, Carvalho cita também como campeões do barulho: Bar do Souza (Avenida Madre Leônia Milito), O Baiano Rei das Batidas (Avenida Higienópolis), Bar Vila Pirata (próximo ao hotel do Lago), Amor & Cana Choperia (lacrado desde o dia 4 por falta de alvará), O Farol (funciona através de liminar para impedir a lacração), Bar Porcada (Jardim Gaion) e Bar Valentino (Vila Ipiranga).
O gerente-geral de O Farol, Luiz Alberto Borges, disse que a queixa dos vizinhos não é a música do estabelecimento e sim o barulho dos clientes que deixam seus carros em frente às residências. Sem música não há movimento e este não começa antes das 23 horas. O problema é que a lei não acompanhou a mudança nos hábitos de lazer da população. É por isso que os empresários estão se unindo para convencer os vereadores a mudar a regra, disse o gerente.
A alteração nos hábitos noturnos do londrinense ainda não foi totalmente adequado à escala de trabalho dos fiscais que intensificam suas visitas de sexta à domingo até às 2 horas. Temos mais de 50 abaixo-assinados que indicam os pontos mais problemáticos da cidade. A fiscalização está atenta e cada vez mais rigorosa. A população precisa ter paciência e entender que não podemos passar por cima de exigências legais e burocráticas, argumentou Carvalho.
Na próxima segunda-feira, os membros do grupo municipal de estudos sobre a poluição sonora participam de sua primeira reunião que terá como pauta a discussão de propostas para dar fim à polêmica. O encontro acontecerá às 14 horas, na Câmara de Vereadores.


