O único barco da Polícia Federal de Foz do Iguaçu, que deveria ser usado para vistoriar o Rio Paraná na fronteira com o Paraguai e tentar inibir o contrabando ‘‘via fluvial’’ de cigarros e outras mercadorias ilegais, está quebrado há quase um ano, aguardando verbas da União para o conserto.
Segundo o delegado responsável pelo Núcleo de Operações da PF na cidade, César Souza, com o orçamento federal deste ano já fechado, a delegacia deve comprar as peças que faltam somente no próximo ano. ‘‘Temos boas chances de conseguir a verba logo no início do ano, mas ainda não temos uma data confirmada’’, comentou Souza. Ele diz que a falta de patrulhamento das águas está sendo compensada pelas buscas intensificadas na margem do rio, onde normalmente as vias de acesso passam por favelas ribeirinhas. ‘‘Temos realizado apreensões significativas nos últimos meses, mas investigar o contrabando nestes locais é muito perigoso por terra’’, comentou.
O barco quebrado, doado pela Divisão de Combate ao Narcotráfico dos Estados Unidos ao governo brasileiro, está ancorado no atracadouro da Capitania Fluvial do Rio Paraná. Além de faltar peças, o equipamento também terá problemas futuros com a falta de combustível para percorrer toda extensão do Lago de Itaipu e mais os rios Paraná e Iguaçu (fronteira com Argentina) abaixo da barragem.
A Folha mostrou ontem que os contrabandistas de cigarro sabem destas dificuldades e mantêm portos improvisados a poucos metros da Ponte da Amizade, via que liga Foz a Ciudad del Este.

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