Os diretores da Itaipu estavam receosos com a entrada de um barco pesando 70 toneladas, mas acabaram autorizando o empresário Fladimir Greshi, 40 anos, a dar continuidade ao seu projeto: levar a embarcação até o Pantanal matogrossense, onde atenderá turistas e visitantes em seu hotel flutuante.
A liberação aconteceu neste final de semana, permitindo que a embarcação fosse levada à margem do rio, a um quilômetro da barragem da usina. A carreta foi liberada, deixando o navio apoiado sobre pilares de madeira. ‘‘Faltam somente 50 metros para terminar a primeira parte do projeto. Ainda demoraremos cerca de uma semana para finalmente colocar o barco n’água’’, disse Greshi, lembrando também que resta a aprovação da Capitania Fluvial para seguir viagem.
Ontem, o empresário enviou um pedido oficial ao Rio de Janeiro, cidade onde fica sediado o Grupo Especial de Vistorias (GEV) da Marinha. Nos próximos 30 dias, um engenheiro naval irá avaliar as condições de navegação. ‘‘São apenas oito engenheiros para acompanhar as vistorias de todo o Brasil. É natural este período de espera’’, comentou.
A embarcação ‘‘zarpou’’ de Cascavel (sobre uma carreta) há 12 dias e permaneceu três dias parada em uma das avenidas principais de Foz do Iguaçu, aguardando a liberação da Itaipu. Para chegar ao seu destino, Greshi terá que navegar ao sul pelo Rio Paraná até o Rio Paraguai, de onde seguirá em direção ao Mato Grosso. A viagem de 800 quilômetros até Porto Murtinho, interior do Pantanal, deve demorar de 12 a 15 dias.