Barco-hotel aguarda liberação da Marinha em Foz do Iguaçu
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 04 de outubro de 2000
Emerson Dias De Foz do Iguaçu 
O barco-hotel Sereia do Pantanal está aguardando em Foz do Iguaçu a vistoria de engenheiros navais da Marinha do Rio de Janeiro para acessar o Rio Paraná e navegar em direção ao Pantanal mato-grossense. A diretoria da Itaipu Binacional informou ontem que o navio não terá autorização para entrar na área da usina por falta de condições melhores de acesso ao rio.
A embarcação de 70 toneladas saiu de Cascavel (sob uma carreta) há sete dias e está ancorada na Avenida Tancredo Neves, distante poucos quilômetros da hidrelétrica. A intenção do proprietário Fladimir Greshi, 40 anos, é chegar ao Rio Paraná (pelo trecho localizado abaixo da barragem) e viajar até o Rio Paraguai, de onde seguiria em direção ao Mato Grosso. Manteremos nosso ancoradouro em Porto Mortinho, no interior do Pantanal. Como não há acesso por Guaíra (subindo o Rio Paraná), teremos que fazer uma volta de 800 quilômetros, explicou Greshi, dizendo ainda que pretende cobrar R$ 1,1 mil dos turistas interessados por pacote com cinco dias e seis noites.
Para chegar ao destino, o empresário terá que primeiro colocar o barco nágua. A intenção de chegar ao rio usando uma estrada da usina não deverá ser concretizada. Segundo nota divulgada ontem, a binacional não permitirá a passagem porque as condições de acesso ao Rio Paraná pela área da Itaipu são absolutamente precárias e oferece perigo até para o próprio patrimônio do empresário.
A assessoria informou ainda que a solicitação deveria ser apresentada em tempo hábil para adaptação do terreno, que precisaria passar por uma terraplanagem.
Além de procurar outro acesso, Greshi terá ainda que torcer para receber aprovação da vistoria da Marinha sobre os equipamentos de segurança, como coletes, extintores e barcos salva-vidas. Depois de conseguir toda a documentação brasileira, ele ainda precisará de autorizações das autoridades paraguaias e argentinas, sem contar a liberação da hidrelétrica binacional (Argentina/Paraguai) de Yaciretá, para transpor a barragem usando uma eclusa. Sei que teremos muitas dificuldades, mas agora é somente uma questão de tempo. A maior dificuldade foi concretizar o sonho em Cascavel, comentou Greshi, referindo-se aos 2 anos e oito meses de construção do barco-hotel.


