O prefeito Barbosa Neto (PDT) afirmou que as invasões de áreas deflagradas quase no mesmo momento em que ele tomava posse não farão com que a Prefeitura de Londrina busque resolver a situação com a mesma pressa. Ontem, ele classificou as ações como políticas, feitas para camuflar outros interesses.
''Temos noção de que é um movimento orquestrado, político e eles não têm nem como dizer que não, porque esperaram a gente assumir para fazer as invasões. É um jogo marcado mas não nos intimidamos. Vamos tratar com o maior cuidado e respeito, sem politizar e sabendo que quanto mais houver invasões mais complica para eles mesmos'', analisou Barbosa Neto.
No sábado, o próprio presidente da Cohab, João Verçosa, teria entrado em contato com as famílias para avaliar a situação. O prefeito afirmou, no entanto, que a Companhia de Habitação não teria condições financeiras para garantir o assentamento. ''A Cohab tem que pagar uma dívida enorme, de quase R$ 200 milhões, parcelada em prestações mensais de R$ 1,6 milhão, o que compromete muito o orçamento'', arguiu.
Barbosa Neto comentou ainda que espera uma tomada de posição também do Ministério Público de Defesa do Meio Ambiente, já que a área particular é parte de um fundo de vale. ''É um crime ambiental, o qual a gente não respalda. Queremos resolver, negociar, mas enquanto houver este tipo de invasão, o rigor da lei é que tem que prevalecer'', finalizou. (L.A.)

mockup