Um dia após ser preso, Nelson Bárbara, 21 anos, suspeito de vários furtos, roubos e homicídios na zona rural de Londrina e região, afirmou ter sido agredido na Casa de Custódia da cidade (CCL), onde passou a noite de anteontem para ontem. Ele foi detido anteontem na divisa de Mauá da Serra (54 km ao sul de Apucarana) com Faxinal, depois de passar um ano foragido.
No início da manhã de ontem, Bárbara foi levado de volta para o Centro Integrado de Triagem (CIT) da 10 Subdivisão Policial (SDP). No horário do almoço, ele começou a passar mal e a dizer que tinha sido vítima de agressão. Uma jornalista chamou o Siate. Bárbara foi examinado e, segundo o delegado Algacir Ramos, do 6º Distrito Policial (DP), não foram encontradas lesões externas.
Pouco depois, na frente dos jornalistas, Bárbara caiu, bateu a cabeça na parede da cela e começou a sangrar. Ele não soube apontar quem teria lhe agredido. ''Tinha muita gente, mas só um me bateu'', afirmou. A companheira de Bárbara, Poliana dos Reis Camilo, disse que ele tem problemas de sa© úde. ''Quando fica nervoso, passa mal. Mas ele me disse que apanhou'', afirmou.
Segundo ele, teria levado socos no estômago, teria sido obrigado a ficar de pé por um longo tempo sob um filete de água e sem alimentação. Ontem, Bárbara passaria a noite novamente na CCL. ''Vamos falar com o pessoal da Casa e ver o que ocorreu. Eu acredito que não aconteceu nada'', disse Ramos. O delegado informou que Bárbara seria submetido a exame no Instituto Médico-Legal (IML).
O vice-diretor da CCL, major Raul Vidal, negou a denúncia. ''Não ocorreu agressão alguma. O preso chegou de noite, ficou em cela isolada, por ser perigoso, e saiu logo pela manhã'', disse. ''Ele quer é ir para um local menos seguro para poder fugir''. (Colaborou Janaina Garcia)

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