Os municípios da Região Metropolitana de Curitiba (RMC) devem aprovar ainda este ano a proposta de um consórcio na área da saúde. O assunto foi apresentado ontem pelo secretário da Saúde de Curitiba, João Carlos Baracho, durante a reunião da Assomec. De acordo com o secretário, a idéia é dividir a realização dos serviços para melhorar o atendimento.
A assistência básica - que inclui consultas médicas, atendimentos de enfermagem, exames simples e atendimento odontológico - seria encontrada em todos os municípios. Já os exames e procedimentos de alta complexidade poderiam ser concentrados em alguns municípios. Em Curitiba, hospitais de grande porte (como o Evangélico, HC e Cajuru), poderiam servir de referência em algumas especialidades, com atendimento de altíssima qualidade.
Segundo João Carlos Baracho, a proposta deve ser aprovada ainda este ano mas a implantação deve ocorrer em dois anos. ‘‘É preciso organizar um sistema de atendimento ambulatorial especializado e estudar a melhor forma de distribuição dos serviços’’, explica ele.
O secretário também explicou aos prefeitos as alterações que devem ser feitas no processo de repasse dos recursos do governo federal aos Fundos Municipais da Saúde. Para a assistência básica, o Ministério da Saúde pretende repassar, a partir de novembro, o equivalente a R$ 1 por mês para cada habitante brasileiro. Antes, o critério de repasse era de acordo com o número de consultas. O novo critério, que ainda está em discussão, pode beneficiar os municípios da Região Metropolitana de Curitiba, que registraram uma alta taxa de crescimento populacional. (G.P.)

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