Um restaurante que costuma oferecer música ao vivo está incomodando a vizinhança em Telêmaco Borba (128 km de Ponta Grossa). O Lecari Café tem alvará para funcionar até as 24 horas, mas os vizinhos acusam que o movimento no local chega a passar das 4 horas. ‘‘Meu filho de dois anos não dorme mais à noite, e está tendo que tomar calmantes’’, diz Rita Margareth Sonni, que mora a 50 metros do Café.
Como o estabelecimento não foi projetado para ser uma casa noturna, não tem isolamento acústico. O marido de Margareth, Valdemir Sonni, está movendo duas ações contra os proprietários da casa noturna. ‘‘Também sou empresário e não quero o fechamento da empresa deles. Peço apenas que providenciem o isolamento acústico’’, reclama.
O cabo da Polícia Militar, José Geraldo Vaz, chegou a se mudar da região por causa do incômodo causado pelo som. Ele conta que tem quatro filhos, um deles recém-nascido e preferiu se mudar para sua casa, ainda em construção, do que morar nas proximidades do café. Tomaz Antunes Neto, outro vizinho, ainda não se mudou porque é dono do imóvel e se fechá-lo acredita que não conseguirá um inquilino e terá prejuízos.
Sonni chegou a encomendar uma medição dos ruídos. A análise constatou que dentro da casa dele o som atinge 69,3 decibéis, enquanto o máximo permitido por lei é 50 decibéis à noite.
Técnicos da prefeitura também foram medir o ruído e constataram que a uma distância de 100 metros do Lecari Café, o ruído ultrapassa 70 decibéis. As medições foram feitas sempre depois da meia-noite e o pico foi encontrado a 1h10, quando o ruído chegou a 73 decibéis.
A proprietária do prédio onde funciona o Lecari e mãe dos donos do bar, Lenir de Castro Ribas, disse que o café não atrapalha a vizinhança e sim uma única família da região, a família Sonni. Segundo ela, o estabelecimento funciona apenas com som ambiente. Lenir alega que o Lecari está localizado numa região comercial, mais um motivo para não haver justificativas para as reclamações.
‘‘O Lecari é estabelecimento nobre, que funciona há sete anos e nunca teve problemas’’, salienta. Um dos funcionários da casa, que se identificou como Amarildo, conta que foi feita verificação do som no local e a medição acusou 61 decibéis, o que, no seu entendimento, estaria dentro do limite aceitável.

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