O Bar do Pasquale, inaugurado em 1958, foi o ponto de encontro dos boêmios. O detalhe é que eles se encontravam durante o dia, e não no meio da madrugada. ‘‘Era uma boemia vespertina’’, diz um antigo frequentador, o jornalista Vinícius Coelho, 64 anos. Jornalistas e políticos eram clientes de carteirinha.
Quem garantia a alegria do ambiente era o próprio João de Pasquale. ‘‘Ele conquistou muitos amigos’’, diz o jornalista e advogado Nireu Teixeira, 69 anos.
Teixeira lembra que a feijoada de sábado do Pasquale era obrigatória. ‘‘Tinha gente que não comia feijoada. O Jaime Lerner tinha o privilégio do bolinho de arroz, frito pela D. Isaura, mulher do Pasquale.’’ Depois do almoço, a tarde toda era reservada para um bom papo. A agitação no bar ia até as 17h.
No domingo, o Pasquale também recebia as pessoas para um aperitivo, que ia até as 14h30. Nem o inverno espantava o movimento do sábado e do domingo. ‘‘A gente ia lá até para ler jornal. Quem não levava o seu, podia pegar o do bar.’’
O auge do bar foi na década de 80, e deixou saudades para muita gente. ‘‘Agora, o Passeio vai ter apenas um restaurante, nunca mais o Bar do Pasquale’’, dizem.

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