Mais uma técnica vem contribuir para o conceito de parto humanizado no Hospital Evangélico. O hospital, que já aplica duas técnicas de relaxamento do bebê após o parto, agora conta com mais uma: o banho no balde. A primeira criança a receber os benefícios do banho foi Maria Eduarda, nascida com 29 semanas. Prematura, ela apresentava quadro de dependência de oxigênio e, com 40 de vida, recebeu sexta-feira seu primeiro banho no balde.
Segundo Aline Felipe Longo, fisioterapeuta que acompanha a implantação da técnica no HE, esse tipo de banho promove melhor funcionamento dos músculos respiratórios, proporcionando uma respiração mais adequada e diminuindo a necessidade de oferta de oxigênio ao bebê.
A aplicação da técnica é simples: exige apenas um balde de inox e um termômetro para medir a temperatura da água, que deve estar próxima aos 37ºC. Depois, dentro do balde, o bebê recebe cuidados da fisioterapeuta através de técnicas de relaxamento e alongamento dos músculos da respiração. ''O tempo de recuperação com a terapia aquática é bem menor'', afirma Aline, acrescentando que o bebê pode receber quantos banhos no balde forem necessários até que ele não dependa mais do oxigênio.
Após esse banho, Maria Eduarda, que para respirar precisava do auxílio do cpap - equipamento que promove uma pressão que melhora a oxigenação nos pulmões - teve o aparelho substituído pelo cateter.
Não é a primeira vez que a técnica é aplicada na cidade. Ano passado, o Hospital Universitário já oferecia o benefício a recém-nascidos das unidades neonatal e pediátrica.
Segundo a supervisora de enfermagem do Hospital Evangélico, Neusa Queiroz Aquilar, no momento, as equipes médica e de enfermagem avaliam os critérios para indicação da técnica a outros bebês. No entanto, já se sabe que para recém-nascidos muito dependentes de oxigênio a técnica obtém sucesso. ''Queremos envolver todos os bebês neste estado clínico para ter esse benefício.''

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