Curitiba
Os cerca de 20 mil hectares de terras que o Banestado ofereceu anteontem em reunião com o Incra, para fins de reforma agrária, podem atender - num primeiro momento - cerca de 1.300 das 2.332 famílias de agricultores sem-terra que o órgão pretende assentar até o final deste ano. Os cálculos não estão fechados e ainda dependem do Incra conhecer as especificações técnicas de cada área e, se todas estariam apropriadas para assentamentos.
De acordo com o Banestado, o banco tem disponíveis 40 áreas que, num processo normal, iriam para leilão. Das 40 áreas disponíveis - que representam 100% das áreas entregues ao banco como pagamento de dívidas -, 37 estão no Paraná (em várias regiões ainda não especificadas pelo Banestado), duas no Mato Grosso e uma no Mato Grosso do Sul.
A assessoria de imprensa do Banestado afirma que o banco não tem interesse em ficar com as áreas, mas que a negociação com o Incra vai depender dos preços a serem oferecidos. ‘‘O banco não pode vender as áreas por preços abaixo do valor de mercado’’, explica a assessoria. Caberia ao Incra, depois de analisar as áreas e selecionar as de seu interesse, fazer uma oferta e definir o preço que pagaria por elas. A partir daí, o banco decide se aceita ou não os valores oferecidos.
De acordo com a superintendente do Incra no Paraná, Maria de Oliveira, o valor das áreas não será empecilho para que a negociação com o Banestado prospere. ‘‘O Incra paga preços de mercado e neste sentido não há dificuldade de negociação’’, afirmou. Nem todas as áreas podem servir para reforma agrária, admite Maria de Oliveira. No Estado, existem ainda 9 mil famílias para serem assentadas.

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