Bandidos roubam R$ 1 mi em defensivos
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segunda-feira, 17 de janeiro de 2005
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
Uraí Funcionários de uma empresa de defensivos agrícolas de Uraí (26 km a oeste de Cornélio Procópio) começaram o dia de ontem sob a mira de revólveres, escopetas e metralhadoras. Em uma ação ousada, 18 homens encapuzados e armados assaltaram o estabelecimento, na Área Central da cidade, e levaram cerca de R$ 1 milhão em produtos para uso em lavouras de soja, além de um caminhão.
Uma fonte ligada aos funcionários e à família que, com medo de represálias, não quis se identificar contou à Folha que o grupo deu voz de assalto por volta da zero hora de domingo. O primeiro a ser rendido foi o vigia, enquanto os membros da família dele eram postos sob a mira das armas dentro da casa, localizada aos fundos da empresa, a Tomita Itimura Agrícola.
Os aproximadamente 2 mil litros de defensivos foram carregados até às três da manhã. O restante do tempo teria sido usado para eles se prepararem para a fuga e para se certificarem de que a família não tentaria reação. O caminhão usado para a fuga, já às 6 horas, que pertencia a um visitante, é um Mercedez Benz placas JYY-0749, de Uraí.
De passagem pela cidade, o agente da Polícia Federal (PF) de Londrina Rogério Carlos Dias foi quem prestou atendimento e tomou depoimento das vítimas. Ele confirmou as informações e disse que nenhuma delas foi submetida a qualquer tipo de violência física. ''Foram profissionais. Carregaram o caminhão com o que queriam e não deixaram pistas'', afirmou.
O policial federal acredita que a quadrilha é especializada nesse tipo de roubo. Segundo Dias, a ação é muito semelhante à investigada pela operação ''Cavalo de Aço'', que há cerca de dois meses investiga o roubo de caminhões com cargas. O foco é a região compreendida entre os estados do Espírito Santo e Paraná, nas rodovias BR 116 e BR 101. ''De qualquer forma, nenhuma pessoa ainda foi presa na região de Londrina, muito menos no Estado. Certamente quem rouba essa carga a transfere com notas frias a outro caminhão'', explicou. Para ele, ''deveria haver mais integração entre a Receita Estadual e as polícias Civil e Federal para averiguar essas notas. Hoje, isso é raro.''


