Bandidos invadem casas e fazem família refém
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terça-feira, 24 de agosto de 2010
Wilhan Santin<BR>Reportagem Local 
Quadrilha agiu com violência em Londrina na manhã de ontem. Armados e dispostos a cometer um grande roubo, cinco homens, um deles com uma pistola .40, de uso restrito da polícia, invadiram duas residências no conjunto Vivendas do Arvoredo (Zona Sul), a aproximadamente 2 km do 5º Batalhão de Polícia Militar.
O objetivo dos bandidos era conseguir ouro e joias de uma indústria do ramo, na qual trabalha o dono de uma das casas invadidas, um homem de 35 anos, gerente da empresa, que acabou sendo também vítima de um sequestro relâmpago.
De acordo com o irmão do homem sequestrado, por volta das 6h40 os bandidos invadiram a primeira casa, rendendo o gerente, sua esposa e as duas filhas do casal, de 3 e 10 anos. Em seguida, foram para a casa ao lado, onde renderam a mãe, o pai e o irmão do gerente. ''Eles chegaram dizendo que era assalto. Exigiam ouro e joias. Amarraram-nos com pedaços de lençóis e taparam as nossas bocas com fitas adesivas'', relatou o rapaz à FOLHA, ainda com as marcas das amarras nas mãos e nas pernas.
Violentos, os ladrões atingiram, no rosto, o pai do gerente, de 65 anos, e, quando ele caiu, agrediram-no com chutes. A vítima foi hospitalizada e liberada à tarde. As crianças também foram amarradas e tiveram as bocas tapadas.
Após roubarem cerca de R$ 50 mil em joias, aparelhos eletrônicos e uma pistola 380, os ladrões deixaram as residências. Dois deles levaram o gerente como refém no carro da vítima, um Corsa. Os outros fugiram.
''Os dois sequestradores seguiram em direção à empresa na qual o rapaz trabalha. Mas, enquanto isso, a família, com a ajuda de um outro parente que chegou para tomar o café da manhã, conseguiu se libertar e acionou o Siate. Como os bandidos portavam radiocomunicadores, suspeitamos que estavam sintonizados na nossa frequência e perceberam quando os bombeiros nos acionaram'', explicou o aspirante da Polícia Militar Donizete Luz.
No meio do caminho, os ladrões desistiram de ir até à fábrica de joias e ordenaram ao gerente que fosse sozinho até o emprego, reunisse o máximo de ouro que pudesse e os aguardasse na Avenida Duque de Caxias (Área Central). O homem obedeceu, temendo que seus familiares ainda estivessem sob o poder dos bandidos, reuniu R$ 150 mil em ouro e aguardava o retorno dos ladrões próximo à prefeitura, quando foi localizado pela polícia.
''Ele estava muito assustado. Só quando dissemos que o restante da família já não estava mais sob o poder dos ladrões se tranquilizou. Com a nossa presença, os bandidos não retornaram para pegar o que exigiram'', comentou o policial.
O gerente, há dois meses, foi vítima de roubo quando levava um malote ao banco. No conjunto Vivendas do Arvoredo, vários moradores abordaram a reportagem da FOLHA para reclamar da falta de segurança.
De acordo com o investigador-chefe da divisão de furtos e roubos da 10 Subdivisão Policial, Marcio Ilkiu, a Polícia Civil já tinha, na tarde de ontem, identificado suspeitos do crime e seguia com investigações.
Com medo, a família assaltada pediu não ser identificada.


