A noite de quarta-feira foi de completo terror para cinco pessoas de uma mesma família, residentes na Área Central de Londrina. Por cerca de uma hora, a mulher, dois filhos e a sogra do autônomo Edimar Vieira permaneceram sob a mira de dois revólveres de bandidos que invadiram sua casa. A ação criminosa foi interrompida com a chegada da polícia.
O crime aconteceu por volta das 20h30, quando Edimar estavam em sua casa, na Vila Nova, Os três assaltantes (Sidnei Massola, 23 anos, Rodrigo dos Anjos, 21, e um adolescente de 13 anos) invadiram a casa ameaçando matar quem ''não fizesse o que eles mandavam''. O portão estava trancado e os bandidos pularam o muro para entrar. ''Eles foram fazendo uma limpa na casa, deixaram tudo fora do lugar. Os dois maiores deram uma arma para o menor, que ficava nos vigiando, enquanto reviravam tudo o que conseguiam'', comentou Edimar, na manhã de ontem, ainda assustado com o fato.
Os bandidos prenderam as vítimas dentro de um quarto. ''Você entra num estado de choque que nem acredita que aquilo está acontecendo. Meus filhos, um de 8 e outro de 5 anos, acabaram achando que era brincadeira, nem perceberam a gravidade da situação'', disse.
Foi por meio de um amigo que a família de Edimar conseguiu ajuda. No momento que os bandidos ainda estavam dentro da residência, um amigo de Edimar o chamou no portão e os assaltantes mandaram sua mulher aparecer na janela e dizer que Edimar não estava. Desconfiado, o amigo de Edimar ligou para a polícia, que chegou no local em cerca de cinco minutos, segundo uma vizinha que não quis se identificar. Pelo menos três viaturas cercaram a casa.
Segundo o relações públicas da Polícia Militar, tenente Ricardo Eguedis, não houve resistência dos bandidos. ''As armas encontradas com os bandidos foram um revólver calibre 38 e um calibre 44. Essa arma nem é permitida aqui no Brasil e é utilizada para ataques nos Estados Unidos. As duas estavam com a numeração raspada'', disse.
Impressionado com tudo o que aconteceu, Edimar contou que não via o amigo que o ajudou há muito tempo. Morador da Vila Nova há quase dois anos, ele disse que nunca havia vivenciado algo parecido e conseguia manifestar calma ao comentar os momentos de tensão. ''Essa calma vem de Deus. Na hora da confusão mal falei com o meu amigo. Estou tentando encontrar o telefone dele para poder conversar. Graças a Deus ele apareceu naquele momento'', disse.

mockup