Bandido extorquia dizendo ser policial
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 16 de janeiro de 1998
Guilherme Pupo 
A polícia apresentou ontem três suspeitos de terem praticado uma extorsão semana passada, em Curitiba, utilizando a identidade de um policial. Os irmãos Reginaldo e Edinaldo Evaristo do Nascimento são acusados de ter extorquido, junto com Marcus Vinicius Nunes da Silva, uma caminhonete Ranger de Wellyngton Washington Maximiano Stuani.
Segundo Wellyngton, Marcus Vinicius se identificou como um policial de Pinhais, chamado Monteiro, e o ameaçou e à sua família de morte caso ele não entregasse o automóvel e outros bens. A abordagem aconteceu próximo à residência de Wellyngton, no Batel.
O delegado Antônio Simião, da 1ª Delegacia de Furtos e Roubos, disse que Reginaldo trabalhava em um bar frequentado pela vítima e teria planejado a extorsão. Ele conhecia o endereço e dados pessoais de Wellyngton e convenceu o irmão e um amigo a realizarem o golpe, afirmou.
Reginaldo fez acusações contra a vítima, dizendo que ela teria roubado documentos e dinheiro da empresa em que trabalha - Wellyngton faz a entrega de pagamentos para uma empresa de Pinhais. Os três teriam utilizado essa história para intimidar a vítima. O delegado disse que a polícia investigou e não descobriu nenhum indício de roubo de documentos e dinheiro da empresa.
Vela - Dois participantes de um latrocínio que aconteceu no dia 23 de dezembro, em Curitiba, estão detidos na 1ª Delegacia de Furtos e Roubos. Rogério dos Santos, de 20 anos, e Márcio Garcia, de 32, teriam matado Ivandro Fernandes da Silva com dois tiros (no coração e no peito).
O crime teria sido cometido após uma briga causada por divergências na venda de cocaína. Os dois latrocidas teriam encomendado a droga e pago R$ 100,00, mas Ivandro não teria entregue a mercadoria.
Após acertar os dois tiros na vítima, os latrocidas teriam roubado dinheiro e acendido uma vela ao lado do corpo, para a alma do morto.


