Bancos temem falta de sangue
Leandro TaquesMarcos Vinícius Braz doa sangue no Biobanco do HCOs bancos de sangue de Curitiba querem aumentar seus estoques para garantir o atendimento de emergências durante o Carnaval. Os quatro dias de feriado preocupam porque o movimento, já fraco nas férias, piora ainda mais. Todo feriado prolongado é um problema. As pessoas viajam e acabam não doando sangue, afirmou o chefe do Banco de Sangue do Hospital de Clínicas (Biobanco), Giorgio Baldanzi.
Na próxima semana, o Biobanco deve buscar doadores nas empresas. A intenção é recuperar o ritmo normal das outras épocas do ano. Da segunda quinzena de dezembro a fevereiro, o número de doações - cerca de mil - cai em 30%. Segundo Baldanzi, a diminuição do estoque de sangue fez com que cirurgias de grande porte fossem transferidas em dezembro. O ritmo está normal.
Para o Hemobanco, a preocupação com o atendimento durante os feriados de Carnaval também é grande. O número de pessoas que deixam a cidade é ainda maior que nas férias, afirma a bioquímica responsável pelo controle de qualidade do Hemobanco, Simone Lapa.
Nas férias, o número de doações cai em cerca de 50%. Normalmente são 130 diárias. O Hemobanco tenta reverter a situação com recrutamento de doadores, principalmente entre os familiares de pessoas internadas em hospitais. A diminuição de doações faz com que algumas cirurgias eletivas tenham de ser desmarcadas, disse.
O Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar) não está tendo problema, segundo a diretora interina, Elizabeth Ceichomski. Continuamos a receber 100 doações diárias.
Pessoas entre 18 e 60 anos, com mais de 50 quilos, são doadores em potencial. Para doar sangue, o voluntário deve estar bem de saúde e não ter tido hepatite B e nem comportamento de risco com relação ao HIV.
O estudante Marcos Vinícius Braz, 21 anos, procura doar sangue a cada quatro meses, desde 1997. Doei a primeira vez porque a tia de uma amiga minha precisava, afirmou. (A.C.)





