Guilherme Pupo

Kraw PenasJosé Domingues deposita dez cheques: ‘‘Quero ver se eles têm fundo’’Depois de quatro dias de feriado (festa para alguns, descanso para outros), é hora de botar as contas em dia e conferir o extrato bancário. Ontem, no primeiro dia de expediente bancário depois do Carnaval, o movimento ficou abaixo do esperado. Mas as filas devem aumentar hoje e amanhã, quando ocorrem os reflexos dos cheques compensados na quarta-feira.
O comerciante José Domingues, de 40 anos, foi até a agência do Banco do Brasil na praça Tiradentes depositar dez cheques, recebidos durante os dias de Carnaval. ‘‘Agora quero ver se eles têm fundo. Se não tiverem, o jeito é tentar negociar com os clientes’’, comenta ele, que vende toldos para residências. Domingues passou o feriado em Curitiba e só saiu de casa para trabalhar. ‘‘É melhor ganhar do que gastar - a crise está muito alta’’, disse.
Já o professor Evaldo Ferreira, 56 anos, passou o feriado em Santos (SP) e foi ao banco pagar uma conta vencida na segunda-feira. ‘‘Não gastei no Carnaval porque não tinha o que gastar’’, comenta ele.
Na agência do Banestado na Rua XV, a estimativa de cheques sem fundo nesse final do mês é de 100 a 150 por dia, enquanto a média é de 40 a 50.

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