‘‘Infrutífera.’’ O diretor do Sindicato dos Bancários de Londrina, Paulo Lima, não hesitou em classificar assim a reunião sobre o novo horário dos bancos, realizada ontem à tarde, no gabinete do prefeito Antonio Belinati. Estiveram no encontro, além do prefeito, representantes de cinco agências bancárias, sindicalistas e membros de entidades de classe.
Os bancos estão irredutíveis: a partir de segunda-feira, as agências devem abrir às 11 horas e fechar às 16 horas. Até agora, elas vinham abrindo as portas uma hora antes.
A reunião de ontem foi marcada na manhã do último sábado, quando aconteceu audiência pública na Câmara de Vereadores. Ontem deveriam ser discutidos encaminhamentos jurídicos que garantam o horário atual dos bancos. Estuda-se inclusive a possibilidade de cassar o alvará de funcionamento das agências.
Segundo Lima, o prefeito tentou intermediar o debate. Em vão. Pesquisa aponta que 89,3% dos entrevistados não concordam com a redução do horário. ‘‘O prefeito citou a pesquisa e as mais de seis mil assinaturas que colhemos, mas os representantes de bancos mantêm a posição’’, diz o sindicalista.
Os gerentes de bancos argumentam que o novo expediente bancário vai racionalizar e melhorar o atendimento aos clientes, além de não provocar demissões. Antonio Belinati pediu um documento aos gerentes, incluindo essa garantia. Mas eles dizem não ter autonomia para elaborar o documento.
Segunda-feira, no Calçadão do centro, o Sindicato dos Bancários pretende fazer um protesto mais frutífero contra a redução do horário: irá distribuir bananas à população, ‘‘simbolizando a atitude dos bancos’’.

mockup