Procedentes da Alemanha, 12 irmãs integraram-se à Diocese de Jacarezinho, em julho de 1935, e cinco entre elas se mudariam para Londrina. O delegado provincial dos palotinos no Paraná, padre Erasmo Raabe, havia escrito ao padre Kentenich, informando que Londrina estava se tornando ''um centro de colonização cosmopolita'', onde uma ''escola elementar poderia evoluir para um colégio de moças''. E a Companhia de Terras doaria área para a futura construção.
Irmã Dioneia Lawand, diretora-geral do Colégio desde 1993 e também sua historiadora, juntamente com Levino Bertan, relata que a procura pela escola, instalada em 1936 no imóvel de madeira, apressou a necessidade de se construir o prédio próprio. ''Mas os pioneiros ainda não tinham dinheiro'' e frustradas as tentativas de se obter empréstimos bancários, irmã Norberta soube ''que o sr. Eugênio Brugin passou a jogar na loteria, na esperança de acertar um bilhete e conseguir a soma.''
Conforme irmã Dioneia, a então diretora consultou bancos e as respostas foram ''não; não ao Interior, não à educação''. De São Paulo, em 4 de maio de 1937, o Banco Ítalo-Brasileiro informa à Exma. Irmã Norberta o ''recebimento de seu estimado favor de 27 de abril a respeito de um empréstimo para a construção de edifício destinado a instalação de um internato. Em resposta, vimos informar (...) que o banco não opera sinão (sic) em negócios puramente comerciais, razão porque sentimos não poder atender seus desejos.''
Mas o Colégio era cliente da Editora e Papelaria João Haupt, de Curitiba, que concedeu o empréstimo. Para assumir a área de 12.075 metros doada pela Companhia de Terras, através da Mitra Diocesana de Jacarezinho, as irmãs constituem uma sociedade civil (atualmente o Instituto Secular das Irmãs de Maria Schöenstatt) e no dia 11 de fevereiro de 1938 lançam a pedra fundamental, um tijolo abençoado por Kentenich que Almut trouxe de Schöenstatt. (W.S.)

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