No ano que vem deve ser inaugurado em Londrina um banco de olhos, que já está em fase de implantação no Hemocentro do Hospital Universitário (HU). O serviço vai permitir uma análise mais detalhada das córneas a serem transplantadas e a utilização de partes do globo ocular hoje descartadas, que podem servir para determinados tipos de enxerto.
O oftalmologista Sérgio Arruda Pacheco, responsável pela estruturação e montagem do banco de olhos em Londrina, explica que hoje as córneas são retiradas no centro cirúrgico e enviadas para o consultório autorizado a fazer transplantes dentro de um frasco com solução própria para conservação. ''No consultório, as córneas são examinadas dentro do próprio frasco, o que impede uma análise mais detalhada.''
Com a implantação do banco, explica o médico, além de ser retirado o globo ocular inteiro, não será necessário o uso de solução de conservação. Isto vai permitir um exame mais detalhado da córnea, inclusive com contagem de células do endotélio, que determina a qualidade da córnea.
''Como hoje não há este controle, procuramos aproximar o máximo possível a idade do doador com a do receptor'', explica o médico. A maior preocupação de Pacheco, que luta há pelo cinco anos para implantar o banco de olhos na cidade, é se conseguirá recursos humanos para colocar logo o serviço em funcionamento. ''Vamos depender, no mínimo, da contratação de uma secretária e de um técnico'', prevê o oftalmologista. (S. L.)

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