Banco deve reabrir agência em Palmital
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 15 de abril de 1999
Sid Sauer 
O superintendente estadual do Banco do Brasil, João Carlos de Mattos, disse ontem à Folha, por telefone, que a agência de Palmital (175 km a noroeste de Guarapuava), fechada no dia 5 de março por falta de segurança, deverá ser reaberta até o final do mês. Para isso, basta que a prefeitura conclua os últimos detalhes de algumas medidas pedidas pelo banco, e que a superintendência nomeie um novo gerente para a agência.
Desde o dia 5 de março, quando a agência fechou, muita coisa foi feita para dotar a cidade de mais segurança, admite Mattos. Esta semana, por exemplo, a prefeitura fechou com manilhas a rua em frente ao banco. O fechamento é o primeiro passo para a construção de um calçadão que impedirá o tráfego de veículos em frente a agência. O BB de Palmital fechou as portas depois de ser assaltado pela nona vez em apenas oito anos.
Outra proposta da prefeitura que agradou à superintendência é a transformação da casa destinada ao gerente, que o banco mantém em frente à agência, em destacamento da Polícia Militar. É interessante ter a PM 24 horas por dia em frente ao banco, frisa Mattos. Segundo ele, o BB deverá ceder a casa em comodato para a Polícia Militar. Em troca, a prefeitura deverá pagar o aluguel de uma casa para o novo gerente. O gerente anterior saiu após o último assalto.
Além do calçadão e da mudança do destacamento, a PM de Palmital já ganhou o reforço de policiais de Pitanga, uma segunda viatura e duas motocicletas. O delegado da cidade, Marcos Antônio dos Santos, admite que a polícia é carente de infra-estrutura e de pessoal, mas nega que a cidade seja violenta. Temos só coisas corriqueiras, mas nada dessas barbaridades que acontecem todos os dias nos grandes centros, ressalta. Não estamos no tempo de Lampião.
O delegado diz que dos nove assaltos à agência do BB, em apenas quatro os assaltantes tiveram êxito total. No penúltimo assalto, em fevereiro do ano passado, Santos chegou a ir ao banco na hora em que os assaltantes estavam na agência. Foi recebido com cinco tiros de uma escopeta, mas escapou ileso. No último, em março, ele diz que também chegou a tempo, mas não pôde atirar porque os assaltantes fugiram usando reféns.


