O projeto de extensão Vida, ligado ao Departamento de Clínicas Veterinárias do Centro de Ciências Agrárias (CCA) da Universidade Estadual de Londrina (UEL) está com estoque baixo e precisa de doadores de sangue canino. O material é usado na transfusão em animais anêmicos ou acometidos por doenças, atendidos no Hospital Veterinário (HV).
Para se ter uma ideia da necessidade, de 15 de janeiro até este mês foram realizadas no HV cerca de 200 transfusões, o que corresponde a mais de um procedimento por dia. Nesse mesmo período foram realizadas somente 60 doações de sangue. Hoje, o HV conta com somente 35 animais cadastrados no projeto, que podem realizar a doação a cada quatro meses.
''Estamos enfrentando uma situação bem difícil, porque assim como os seres humanos, os cães acometidos por anemias e outras doenças têm uma diminuição no número de hemácias, que são responsáveis pela oxigenação de todo o organismo. Sem essa oxigenação os animais acabam morrendo'', afirma a professora Patrícia Mendes Pereira, coordenadora do projeto e responsável pela disciplina de Clínica Médica de Animais de Companhia.
Além de coletar de material para suprir a demanda do Hospital Veterinário da UEL, o Banco de Sangue Canino é considerado referência regional, atendendo animais de municípios próximos.
Segundo a professora, em 90% dos casos os animais submetidos à transfusão apresentam anemia grave, provocada por moléstias contagiosas, crônicas, traumatismos, infecções ou cirurgias.
De acordo com a coordenadora do projeto, assim como para os humanos, a doação de sangue não representa risco nenhum para a saúde dos animais. O procedimento dura 12 minutos e durante esse tempo são coletados 450 ml de material, que será reposto em uma semana. ''No caso dos animais, a doação de sangue é até mais simples, porque, diferentemente dos humanos, os cães não têm aquele fator psicológico do medo em realizar a doação, alguns acabam até dormindo'', enfatiza.
Requisitos
Para ser um cão doador, a professora detalha que o animal precisa ser adulto, com idade entre dois e oito anos, ser de grande porte, com peso acima de 28 quilos, não obeso e dócil na presença do dono. Se for fêmea, a cadela não pode estar no cio e nem prenha.
As doações são realizadas com hora marcada, inclusive aos finais de semana ou após o horário comercial. Como contrapartida, os cães doadores ganham consulta médica e um check-up completo com estagiários do projeto.
O projeto Vida existe desde 1998 e foi implantado pioneiramente na UEL, como o primeiro banco de sangue canino cadastrado como projeto acadêmico em todo o país.
Serviço - Mais informações sobre o Banco de Sangue Canino pelo fone (43) 3371-5875.

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