Fundado há dois anos, o Banco de Leite do Hospital Universitário de Maringá (HU) está com dificuldades para conseguir doadoras. O número de voluntárias que doavam leite materno regularmente caiu de 90, até novembro do ano passado, para 30. Com poucas doadoras, o Banco de Leite não consegue atender à demanda das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e Unidades de Terapia Semi-Intensiva do próprio HU e da Santa Casa de Maringá.
‘‘Estamos fazendo um verdadeiro mutirão para tentar sensibilizar novas doadoras. Enfrentamos uma grave crise por falta de leite materno’’, diz a nutricionista do HU e coordenadora do Banco de Leite, Maria Stella Singh Rona. Ela acredita que a redução no número de doadoras ocorre por causa do período das férias escolares. ‘‘Muitas mães voluntárias estão viajando, mas as UTIs têm urgência de doadoras, porque o leite é essencial na recuperação dos bebês prematuros’’, diz. Segundo ela, até novembro do ano passado, o Banco de Leite recebia em média 90 litros de leite por mês. ‘‘Agora estamos recebendo entre 30 e 40 litros por mês, o que é muito pouco para atender à demanda’’, lamenta.
As mães voluntárias interessadas em doar leite podem entrar em contato com os coordenadores do Banco de Leite do HU. Stella informa que as doadoras só precisam estar amamentando. Após o primeiro contato, funcionários do Banco de Leite entregam os frascos para as mães voluntárias. Eles que fazem a coleta, uma vez por semana, na casa das doadoras. O leite materno deve ser congelado até a coleta. As mães interessadas em doar leite podem entrar em contato com a direção do Banco de Leite do HUM pelo telefone 224-8585. ‘‘Facilitamos ao máximo para que a mãe só tenha o trabalho de tirar o leite, armazená-lo nos frascos que nós entregamos e depois colocando para ser congelado até que façamos a coleta’’, diz Stella.Marcos NegriniFrascos vaziosA coordenadora do Banco de Leite, Stella Rona: sem doaçõesLucinéia Parra

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