Banco de Leite não tem estoque para atender hospitais
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segunda-feira, 28 de outubro de 2002
Célia Polesel<br> Reportagem Local 
O Banco de Leite do Hospital Universitário de Londrina (HU) está precisando urgentemente de doadoras. O banco atende a toda a cidade e não está conseguindo suprir a demanda, já que o município tem três hospitais com o título de amigo da criança que incentivam o aleitamento e por isso utilizam leite humano para alimentar as crianças prematuras ou que as mães tenham alguma dificuldade para amamentar.
A coordenadora do banco, Márcia Benevenuto, explicou que qualquer mãe que esteja amamentando, seja saudável e tenha sobra de leite pode doar. A mãe sabe que há sobra quando o bebê dorme após a mamada e está crescendo e engordando e o seio dela continua cheio, pesado ou até mesmo vazando. Márcia disse que as mães que quiserem doar podem ligar para o telefone (43) 3371-2390.
O banco de leite fornece todo o material necessário para a coleta do leite (vidros esterilizados) e informações sobre a forma correta da doadora retirar o leite. ``A maioria das nossas doadoras prefere tirar o leite em casa, por isso nós fornecemos os vidros para armazenagem e passamos para recolher o que foi coletado``, explicou. As mães que preferirem podem ir até o Banco de Leite para fazer a coleta. O leite coletado pode ficar congelado por 15 dias, depois de pasteurizado pode ficar congelado por até seis meses.
Segundo a coordenadora, as crianças que precisam de leite são os prematuros que ficam nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI), os gêmeos, trigêmeos e quadrigêmeos porque a quantidade de leite não é suficiente, crianças desnutridas e alérgicas à proteína do leite de vaca.
Márcia disse que o banco não está conseguindo atender a todos os pedidos dos hospitais e por isso as nutricionistas estão tendo que selecionar os bebês que serão alimentados com leite artificial uma ou mais mamadas. ``Não é o ideal, mas como não temos leite suficiente temos que dividir o que temos.`` O banco conta hoje com uma média de 120 doadoras e atende 130 crianças, por mês são doados cerca de 130 litros. Márcia disse que seria preciso dobrar essa quantidade para poder atender a demanda. Hoje os hospitais estão recebendo metade do que precisam.


