Banco de Leite do Huop beneficia 21 mil crianças
Unidade localizada em Cascavel completa 20 anos de atividades e homenageia as mães doadoras e as beneficiadas
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 02 de julho de 2019
Unidade localizada em Cascavel completa 20 anos de atividades e homenageia as mães doadoras e as beneficiadas
Reportagem local 
Cascavel - Uma homenagem às mães que doaram e as que foram beneficiadas marcou a comemoração dos 20 anos do Banco de Leite Humano do Huop (Hospital Universitário do Oeste do Paraná). Nesses 20 anos de atividades, foram coletados 45.600 litros de leite de aproximadamente 25 mil doadoras. Em torno de 21 mil crianças receberam leite e mais de 40 mil mulheres foram atendidas nesse período. Mensalmente são arrecadados em torno de 300 litros pasteurizados. As informações são do hospital.
Realizada no dia 26 de junho, a comemoração contou com a presença das mães doadoras e beneficiadas, crianças, representantes de outras instituições e funcionários do Banco de Leite. Foi realizada uma exposição de fotos das doadoras. “Quisemos trazer uma homenagem as mães que doaram e as mães que receberam, então nós reunimos essas mulheres de várias idades e as crianças. Nós celebramos dessa forma, mostrando de certa maneira aquilo que a gente já propiciou para essas crianças e tantas já passaram por aqui, até porque não atendemos só o Huop, como também a Policlínica, o São Lucas e outros hospitais.”, explica Anelise Vieczorek, enfermeira do Banco de Leite. Ela explica que no início a unidade funcionava no antigo hospital regional.
“Normalmente por não estarem amamentando, as mães da UTI neonatal possuem uma redução na produção de leite, então dificilmente vão conseguir sustentar os seus bebês com seu próprio leite. Essas doadoras fazem um ciclo virtuoso de generosidade e solidariedade doando aquilo que elas têm de mais precioso que é o leite nesse e período da maternidade”, acrescenta a enfermeira.
"O Banco de Leite hoje supera nossas expectativas no atendimento à população e o mais importante de tudo é saber que estamos fazendo o bem principalmente para quem precisa. A história demonstra que ações como essa, onde a comunidade se engaja, dão mais certo”, afirma o diretor administrativo do Huop, Rodrigo Suzuki.
Luciane Mazurek Correa conta que seu filho já precisou de doação e hoje ela faz sua parte contribuindo para o Banco de Leite. “Eu senti a necessidade de doar também, tenho bastante leite e acho bem importante ajudar outras crianças”. Jaqueline Oliveira Santos de Lima relata que por produzir muito leite, foi orientada a doar. É a segunda vez que contribui para o Banco. Na primeira, há nove anos em sua primeira gravidez, e agora com seu bebê de dois meses. “Eu me sinto muito satisfeita, doar o leite é a mesma coisa que doar sangue, a gente contribui para salvar uma vida.”, afirma.
Mariê Louidette Noel conta que foi beneficiada pelo Banco de Leite. Seu filho nasceu de seis meses e ficou 70 dias na UTI Neonatal. “Esse banco é muito importante, meu nenê nasceu prematuro e eu não podia ir até o hospital todos os dias e, mesmo depois de ganhar alta, ele continua utilizando o leite daqui porque meu leite não está sustentando. Se não tivesse essa iniciativa eu teria que dar o outro leite para ele”, relata
REDE DE 1980
O Banco de Leite faz parte de uma rede brasileira, criada na década de 1980, que visa tentar diminuir o índice de mortalidade infantil, morbimortalidade e doenças, principalmente para os prematuros que estão na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) neonatal.
Karina Vivian é a enfermeira coordenadora do Banco de Leite e conta que a importância da doação é aumentar as chances das crianças prematuras ou de baixo peso se recuperarem. “Ajuda na proteção contra infecções, diarreias e alergias. No caso das crianças que estão nas UTI’s, muitas vezes não conseguem se alimentar nos seios das mães, por isso é tão importante a doação do leite, uma vez que o produto é pasteurizado e fornecido via sonda nasogástrica aos pequenos bebês, para garantir a alimentação”, explica.


