Cascavel - O Banco de Leite Humano do Hospital Universitário (HU) de Cascavel tornou-se, em um período de três anos, numa referência para o Paraná onde existem sete unidades. Atualmente, o banco de leite do HU mantém estoque de 180 a 200 litros/mês, com projeto para expandir esse volume nos próximos meses, com a implantação de programas complementares e da iniciativa Hospital Amigo da Criança (HIAC) .
O banco atende crianças prematuras que nascem no hospital e também fora dele. Para isso, desenvolveu um sistema de coleta de leite, armazenado a domicílio, inédito no Paraná, que conta com uma rede de 40 doadoras. A coordenadora do Banco de Leite, Mária José dos Santos Teske, diz que o trabalho de conscientização das mulheres à doação começa no pré-natal. As que aderem ao programa doam leite mesmo enquanto amamentam seus bebês.
Segundo ela, para participar do programa, a mulher precisa ser saudável e passar por todos os exames necessários. O leite doado é pasteurizado, armazenado em freezer, onde pode permanecer até seis meses. Além de armazenar o leite, o banco também ensina as mulheres a amamentarem corretamente, esvaziarem a mama e evitarem problemas durante a amamentação.
Outra meta do HU é aumentar as doações visando o título do Unicef, de Hospital Iniciativa Amigo da Criança (HIAC). O HU mantém um grupo composto por profissionais das áreas de saúde, social e de outros interessados, que discutem alternativas para melhorar a qualidade da vida infantil. O Hiac está ligado à Fundação Oswaldo Cruz e ao Programa Nacional de Incentivo ao Aleitamento Materno, do Ministério da Saúde.
Uma vez designado Amigo da Criança, o hospital ganhará uma placa e poderá partilhar das vantagens e dos mecanismos de estímulo definidos pelos idealizadores da iniciativa. Maria José diz que ser um Hospital Amigo da Criança representa otimizar as condutas pró-aleitamento natural resultando em redução dos custos com internação, medicamentos, material de consumo hospitalar e pessoal, além do aumento do espaço físico com a eliminação dos berçários.
Ela lembra que segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o leite materno é fundamental nos primeiros seis meses de vida, não necessitando de nenhum outro complemento alimentar. Depois disto, a amamentação pode continuar até os dois anos de vida da criança, sem nenhum problema.

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