Banco de doadores de Maringá tem mais de 3,5 mil cadastrados
Banco de doadores de Maringá
tem mais de 3,5 mil cadastrados
Marta Medeiros
De Maringá
O Banco de Doadores Voluntários de Medula Óssea do Paraná (Bamopar) em Maringá, único laboratório do Estado que cadastra voluntários, conquistou entre janeiro e outubro deste ano mais de 1,4 mil doadores. Desde a sua criação, em 1994, o banco tem cadastrado 3.625 pessoas dispostas a doar células da medula óssea para doentes de leucemia. O banco tem o objetivo de facilitar a localização de um doador compatível. Segundo profissionais de saúde, a miscigenação de raças no país amplia a dificuldade do doente em encontrar doador.
Por causa desta incompatibilidade, o banco de Maringá intensifica durante todo o ano campanhas de incentivo à doação. Para se ter uma idéia, as chances de um doente encontrar um doador compatível está entre um para cada 20 mil a um para cada 100 mil. Encontrar o doador certo é como acertar na loteria.
A coordenadora do Bamopar, farmacêutica bioquímica Sueli Borelli, doutora em imunologia, disse à Folha que este ano, em torno de 20 doadores foram chamados para exames comprobatórios de compatibilidade com receptores, como são denominados os doentes. O cadastro inicial do banco é feito com uma amostra de sangue do doador. O doente primeiro tenta encontrar um doador na própria família, mas 70% dos casos dependem de não parentes, explica Sueli.
O Bamopar está integrado com o Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome) no Rio de Janeiro. O processo de localização é gratuito. Segundo a coordenadora, próxima etapa do Redome é ampliar o banco de dados para a esfera internacional. Atualmente, só uma entidade estrangeira presta o serviço de busca de doadores no mundo inteiro, mas cobra R$ 70 mil pela tentativa de localização.
Conforme Sueli, outro problema verificado é o reduzido número de leitos à disposição para a cirurgia de transplante em que o receptor necessita de 40 dias de internação.





