Um banco de dados que cadastrará os roubos a farmácias em Londrina entra em funcionamento no começo de setembro. A central vai funcionar na sede da Associação Comercial e Industrial (ACIL) com o objetivo de descobrir quais as estratégias dos ladrões, os pontos mais vulneráveis dos estabelecimentos e as áreas mais visadas. A iniciativa é uma parceria da ACIL com o Sindicato das Farmácias de Londrina e Conselho Comunitário de Segurança.

De acordo com o presidente do Sindicato, Jeferson Proença Testa, cerca de 30 estabelecimentos são roubados todo mês. ''Viramos um alvo fácil dos ladrões, principalmente depois que passamos a receber contas de água, luz e telefone. Por causa disso, muitas farmácias estão deixando de prestar o serviço. Não compensa receber R$ 0,20 por fatura e ter que pagar o prejuízo em 48 horas no caso de roubo'', comentou.

Em Londrina, os roubos acontecem a qualquer hora do dia ou da noite. Anteontem, Adriano e Juliano de Oliveira Ougusuko roubaram R$ 10 mil da farmácia Capsfarma, às 8 horas, no centro da cidade. Por volta das 11 horas de ontem, a P2 (equipe reservada da Polícia Militar) prendeu a dupla na casa de outro ladrão, no Cinco Conjuntos (região norte). Eles e o menor F.de A. foram reconhecidos por vários comerciantes da cidade roubados nos últimos meses. ''Encontramos apenas R$ 400,00 na casa. Acreditamos que o resto deva estar depositado em banco na conta de algum deles. F.de A. está com vários cheques roubados bloqueados na Caixa Econômica Federal'', afirmou o sargento José Eduardo Dias.

Para a polícia, o trio faz parte de uma grande quadrilha que vem agindo há muito tempo na cidade. Embora neguem a autoria dos crimes, foi encontrado com eles o mapa de uma farmácia localizada na esquina das ruas Pernambuco e Sergipe (centro) que seria o próximo alvo. ''A onda de criminalidade está assustadora. Londrina virou uma cidade sem lei e sem ordem. O pior é que as autoridades parecem não se importar com isso'', disse Testa, que já teve sua farmácia roubada três vezes este ano, em duas ocasiões o vigia foi rendido e desarmado.

O presidente do Conselho Comunitário de Segurança, Ivo Bassi, disse que a intenção é estabelecer novas parcerias com outros setores do comércio. Para ele, a estatística dos crimes servirá para cobrar providências das autoridades. ''Não adianta ficar esperando que o governo tome as atitudes por livre e espontânea vontade. A população tem que ter iniciativa para ajudar a diminuir a criminalidade'', opinou.

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