Banco de dados terá foto e detalhes de criminosos procurados pela justiça
Da Sucursal
Kraw PenasDebateO encontro, aberto ontem pelo secretário de Planejamento, Rafael Greca, reúne 27 empresas estaduais de informática Criar um banco de dados criminal, com imagens de todos os procurados pela justiça do País, é um dos projetos da Associação Brasileira de Empresas Estaduais de Processamento de Dados (Abep), que está reunida desde ontem, em Curitiba. O programa seria uma continuação do sistema já implantado em vários Estados, que permite o acesso à ficha criminal dos procurados.
Entre outros assuntos, representantes de 27 empresas estaduais de informática discutiram e avaliaram os programas de integração dos bancos de dados criminais. Contribuir para a melhoria das condições da segurança pública em todo o País é uma das metas da Abep.
O presidente do Celepar, Francisco Krassuski, explicou que o Paraná já dispõe do índice informatizado que fornece apenas o nome e alguns dados pessoais sobre o procurado pela Justiça, promovendo o intercâmbio do Estado com os integrantes do Codesul - Mato Grosso, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
O próximo passo a ser implantado no Paraná é o intercâmbio de imagens - foto ou retrato-falado - dos criminosos do Estado, assim como já acontece em São Paulo e Rio Grande do Sul, afirmou Krassuski. O acesso às imagens computadorizadas irá favorecer a identificação criminal e promover uma investigação mais rápida.
Um dos responsáveis pela implantação paranaense da primeira fase do projeto, o delegado Benedito Gonçalvez Neto, disse que agora há necessidade de rapidez na implantação do banco de imagens. Isto promoverá um cerco à marginalidade, disse. O sistema integrado das fichas cadastrais dos criminosos do Paraná começou a ser instalado em 1992.
O delegado afirmou que a implantação do Reconhecimento e Identificação de Criminosos (RIC) depende apenas de um processo licitatório, que deverá ser aberto em abril.
O chefe da Divisão de Segurança e Informações da Polícia Civil, Newton Rocha, afirmou que, desde que a questão de porte de armas foi incorporada ao sistema de informatização, no final do ano passado, passou a existir uma maior agilidade nas investigações. Todos os Estados do Codesul utilizam o intercâmbio de informações sobre porte de armas e características das mesmas, o que, segundo Rocha, facilita o combate à criminalidade.
O presidente do Celepar explicou que o projeto de informatização das imagens é nacionalmente financiado pelo Ministério da Justiça, que dispõe de uma verba de R$ 12 milhões para a instalação do programa.





