O Paraná tem cerca de 50 pessoas que aguardam transplante de medula óssea, e realizou em torno de 700 tipagens que já estão sendo usadas. Para o exame, são coletados 10 mililitros de sangue do doador voluntário que passarão por uma série de exames. Os resultados ficam arquivados no Banco de Dados, que é acionado quando surgir o receptor compatível.
Implantado em maio passado, o Banco de Doadores Voluntários de Medula Óssea do Paraná, na Universidade Estadual de Maringá (UEM) foi o segundo do País a funcionar e está interligado diretamente ao Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea.
Neste período, dois transplantes foram realizados via Banco de Dados. ‘‘O número de cadastrados ainda é pequeno e temos que aumentá-lo para aumentar as possibilidades de novos transplantes’’, diz Moliterno.
O investimento do governo do Estado no projeto garante o fornecimento de equipamentos e reagentes para testes de compatibilidade, enquanto a UEM entra com recursos humanos, espaço físico e seus atuais equipamentos.
Hoje o banco realiza apenas os exames HLV classe 1, mas a partir de meados deste mês, quando o laboratório receber novos equipamentos, estará apto a realizar as demais fases da triagem.
A facilidade possibilitará a longo prazo uma diminuição do número de consultas aos bancos internacionais, permitindo uma economia de recursos para a realização de um maior número de transplantes. A meta do Banco de Dados para 98, com os novos equipamentos, é realizar pelo menos mais 5 mil tipagens.

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