O prazo estipulado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para o retorno das bancas examinadoras para pilotos, comissários de bordo e mecânicos em Londrina venceu na última segunda-feira. Segundo o inspetor de aviação da Anac, Tilson Souza, ainda não é possível estabelecer uma data para que as bancas voltem a ser realizadas.
O responsável pela implantação das bancas examinadoras, Daniel Campos Baeta, esteve na cidade no dia 20 de julho para vistoriar a sala e as condições para que os exames sejam retomados e constatou que existem três computadores e um funcionário atuando no local. ''Ele disse que faria um esforço para que Londrina voltasse a realizar as bancas, pois a cidade possui todos os equipamentos para operar novamente'', acrescenta Souza.
Segundo o inspetor da Anac, Baeta afirma que está tentando trazer um funcionário que atua em Foz do Iguaçu e outro, de Cuiabá, mas depende do fechamento desses postos para que possa concretizar a transferência dos colaboradores.
Desde o começo do ano as bancas examinadoras para as provas de piloto comercial, piloto privado, comissário de bordo e mecânico de aeronaves não são realizadas em Londrina. O problema foi causado pelo retorno dos militares que atuavam nos postos da Anac e que foram reincorporados aos quartéis de origem. A lei que criou a Anac e extinguiu o Departamento de Aviação Civil previa esse retorno.
Apesar da reincorporação dos militares aos quartéis ter sido programada há uma década, o governo não realizou contratações de novos funcionários para preencher a lacuna, tampouco conseguiu entregar um novo sistema de informática que ajudaria suprir a demanda de novos funcionários.
Os estudantes de aviação são os que mais reclamam da falta da banca examinadora na cidade. Segundo eles, já existem três turmas de piloto privado formadas e que ainda não foram submetidas aos exames. ''Na semana que vem a escola formará outras três turmas e ainda não temos previsão de que a banca seja realizada'', declarou um dos alunos.
Segundo os estudantes, Londrina é a quarta cidade do Brasil em termos de demanda de bancas examinadoras. ''A cidade é um pólo que atrai pessoas de vários lugares do País'', conta um deles. A reportagem da FOLHA esteve na escola de aviação e encontrou alunos que vinham de Goiás e até do Acre para realizar a prova. Eles, inclusive, optaram pela cidade porque os exames eram realizados ao lado da escola.
A não realização de exames na cidade tem provocado um aumento de custo no orçamento dos alunos. Cada prova sai por R$ 250, sem contar as despesas de viagem e hospedagem. Mas se a pessoa ficar para ''segunda época'' precisa desembolsar as despesas de uma nova viagem, nova hospedagem, além de R$ 50 por prova refeita.

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