Maigue Gueths
Bancários de todo o País paralisaram ontem agências do Bradesco para pressionar a diretoria do banco a negociar a pauta de reivindicações da categoria entregue no último dia 6. Em Curitiba, as duas maiores agências do banco, nas ruas Marechal Deodoro e João Negrão, foram fechadas. Ainda pela manhã foi firmado um acordo entre a direção do Bradesco e a comissão de funcionários, marcando uma rodada de negociação para a próxima sexta-feira, em São Paulo. Isso garantiu que as agências fossem abertas a partir do meio-dia. Além da pauta nacional, os bancários de Curitiba questionam especificamente a falta de segurança nas agências do Bradesco. Das 28 agências do banco em Curitiba e região, apenas quatro têm portas giratórias com detectores de metal. O banco se nega a instalar as portas, alegando que elas constrangem os clientes. Em negociação com o Sindicato dos Bancários de Curitiba, o Bradesco concordou em instalar as quatro portas existentes para teste, mas até agora ainda não decidiu sobre a colocação do dispositivo nas demais agências. Outro banco que resiste à colocação das portas, segundo o diretor do Sindicato, Divonzir Gonçalves Pereira, é o Unibanco que não tem o equipamento em nenhuma agência.
‘‘Nós já conseguimos aumentar significativamente o número de portas de segurança nos bancos em Curitiba e os assaltos caíram proporcionalmente’’, diz Osvaldo Alves de Araújo, diretor do Sindicato. Este ano foram registrados 16 assaltos em Curitiba e região, contra 113 no ano passado. Dos 16 assaltos deste ano, três foram no Bradesco e dois no Unibanco.
Na pauta de reivindicações nacional, os funcionários pedem a implantação do auxílio-educação - uma ajuda financeira concedida por vários bancos aos bancários que cursam o 3º grau -, o fim da cobrança das tarifas, e a não discriminação contra a mulher, que no Bradesco é impedida deincluir o esposo como beneficiário do plano de saúde, ao contrário dos funcionários homens, que têm as esposas como dependentes.

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