Bancários protestam contra insegurança
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sábado, 06 de dezembro de 1997
Curitiba 
Arquivo FolhaInútilSemana passada, o secretário de Segurança, Cândido de Oliveira, esteve na agência e exigiu medidas para dific ultar roubosO Sindicato dos Bancários interditou ontem, durante uma hora e quarenta e cinco minutos, a agência Alto da XV do HSBC Bamerindus, assaltada anteontem pela terceira vez este ano. O protesto contra a falta de segurança, vem se repetindo em diversas agências bancárias assaltadas em Curitiba nos últimos meses.
Nosso lema é: agência assaltada, agência fechada, diz o presidente do Sindicato dos Bancários, Pedro Eugênio Leite. Segundo ele, membros do sindicato chegaram ao local por volta das 7 horas e, no início do expediente bancário, impediram a entrada de clientes. O banco só foi reaberto às 11h45.
O protesto foi calmo. Às 10 horas, representantes dos bancários se reuniram com a diretoria do HSBC e conseguiram a garantia de instalação de uma porta automática em no máximo em 30 dias. Além disso, o número de vigilantes na agência foi dobrado ontem mesmo - de dois passou para quatro.
Na semana passada, o secretário estadual da Segurança Pública, Cândido Martins de Oliveira, esteve na agência e determinou prazo de 15 dias para que o banco providenciasse uma porta de segurança. Se o banco tivesse se agilizado, o assalto não teria acontecido, diz Leite.
O Sindicato dos Bancários agendou uma nova reunião com a diretoria do HSBC para a semana que vem. Números do sindicato a respeito dos seis maiores bancos instalados em Curitiba apontam que o Banco do Brasil é o que está mais adiantado na questão de segurança: 22 (ou 65%) de suas 34 agências na cidade têm portas automáticas. Vêm em seguida Caixa Econômica Federal (61%), HSBC Bamerindus (54%), Itaú (42%), Banestado (26%) e, por último, o Bradesco, que não tem porta giratória em nenhuma de suas 15 agências curitibanas.


