Bancários protestam contra falta de segurança
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2004
Candice Dequech<BR>Equipe da Folha 
Curitiba Integrantes do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região e dos Vigilantes fizeram manifestação em frente à Agência Marechal do banco Bradesco. O objetivo foi denunciar à população e clientes o que eles chamam de descaso da direção do banco com a falta de segurança em suas agências. Para a presidente do Sindicato dos Bancários, Marisa Stédile, a manifestação também serviu para mobilizar outros bancos a instalarem as portas giratórias e pressionar o governo federal a alterar a Lei Federal 7.102 de 1983. A lei determina que os bancos devem ter o vigilante e o alarme como dispositivos de segurança obrigatórios, e mais um terceiro facultativo, mas não os obriga a ter portas giratórias, como prevê uma lei municipal.
No Paraná, entretanto, uma liminar obtida pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) suspendeu essas duas leis sob o argumento que uma determinação federal tem mais força. O caso está sub judice. O deputado Tadeu Veneri (PT) alega que a lei municipal ainda está vigorando e que os bancos, por sua vez, devem obedecê-la. Segundo dados da polícia, os bancos que evitam as portas são os que registram o maior número de assaltos, pois elas inibem a ação dos bandidos. Em Curitiba, as agências do Bradesco e do Unibanco optam por não utilizar as portas giratórias.
Na Grande Curitiba, 53 das 372 agências bancárias não possuem portas de segurança, sendo 29 do Bradesco. Das 48 unidades que o banco tem na Capital, ele instalou portas em apenas 19, menos de 40%. A assessoria do Bradesco não quis comentar a manifestação, mas informou que mais 13 agências curitibanas receberão as portas com detector de metais. Destas, quatro na próxima semana e as demais agências na sequência.
A assessoria do Unibanco informou que investiu cerca de R$ 36 milhões em dispositivos de última tecnologia para garantir a segurança de funcionários e clientes. Segundo o diretor do setor de segurança do Unibanco, Newton Carvalho, o banco prefere não utilizar as portas giratórias, pois, além de incomodar os clientes, o mecanismo não é totalmente eficaz. O Unibanco possui equipamentos que guardam todo o dinheiro. ''E os funcionários não têm acesso. Por isso, os ladrões nem entram na agência. Quer segurança maior?'', alega Carvalho.


