Bancários não
têm adicional de
periculosidade
Eliane Eme Sato
Os bancários não atuam numa profissão considerada perigosa por lei, mas estão cada vez mais sujeitos a riscos devido à crescente onda de assaltos, diz o presidente do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região Metropolitana, Pedro Eugênio Leite. O número de assaltos aumenta em proporções assustadoras. Em 1995 foram registrados 47 assaltos; em 1996, foram 71; no ano passado, 113 e só nos primeiros quatro meses deste ano já foram 51 assaltos. Em todos os casos as agências e postos não contavam com porta de segurança, equipamento exigido por lei.
‘‘Trabalhamos em ambiente limpo, refrigerado, não temos adicional de periculosidade, mas está cada vez mais perigoso ser bancário em Curitiba’’, diz Pedro Eugênio. O sindicato, segundo ele, não registrou ainda nenhum caso de morte de funcionários. A entidade não controla o número de feridos em assaltos. Mas o presidente afirma que as sequelas psicológicas são inevitáveis. Tanto que na Caixa Econômica Federal (CEF) os funcionários que presenciaram assaltos têm acompanhamento psicológico.
‘‘A situação é muito grave. Chegamos num ponto que temos de levar o problema para discussão’’, afirma Pedro Eugênio. No próximo dia 28, a categoria realiza um fórum para discutir a segurança nos bancos. O Sindicato dos Bancários vai pedir o cumprimento da lei que determina a instalação de portas de segurança, com detector de metais.
Segundo Pedro Eugênio, hoje 60% das agências e 2% dos postos bancários estão equipadas com essas portas. A câmara de vídeo em caixas eletrônicos, como estabelece a lei 11.562/96, é utilizado apenas por 5% das agências.

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