Bancários exigem porta de segurança
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segunda-feira, 08 de junho de 1998
Paulo Pegoraro 
Edson MazzettoApeloSindicalista Gladir Basso na porta eletrônica da agência do Banco do Brasil em CascavelA Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários do Paraná (FEEB) está pedindo à Secretaria de Segurança Pública que exija o cumprimento da lei que obriga bancos a instalar portas de segurança em todas as agências do Estado. A lei estadual é de novembro de 1996, mas passados 19 meses nas grandes cidades metade das agências ainda não providenciou a instalação do equipamento e no interior a situação é pior.
O presidente da FEEB, Gladir Basso, que também preside o Sindicato dos Bancários de Cascavel, disse ontem que bancos que ignoram a lei favorecem assaltantes e colocam em risco a vida de clientes e funcionários. As portas de segurança têm dispositivo eletrônico que detectam a entrada de pessoas com metais, que podem ser armas escondidas, além de terem travamento automático e vidros resistentes ao impacto de balas calibre 45.
O prazo para a instalação das portas era de 120 dias a partir da vigência da lei, e a estimativa da FEEB é de que menos de 50% das 1.243 agências bancárias existentes no Estado tenham instalado as portas. Em Cascavel, apenas 14 das 31 agências já cumpriram a lei. Gladir Basso observa que estabelecimentos oficiais, como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Banestado, são os que mais se enquadraram.
O presidente da federação acrescenta que a lei nunca foi questionada pelos bancos, por isso deve ser cumprida. A penalização prevista para o não-cumprimento era de multa diária, advertência e depois até a interdição das agências. Mas nunca alguém ouviu falar que isso tenha ocorrido, afirma. Para Basso, a questão interessa não apenas aos 35 mil bancários do Estado ou aos clientes, mas ao próprio dinheiro e patrimônio dos bancos.
No Paraná, a partir de janeiro foi registrada a média de 11 assaltos ao mês, geralmente com os assaltantes invadindo agências no horário de expediente e dominando vigilantes, funcionários e clientes. Com as portas de segurança, eles não entrariam com as armas, e sem armas não fariam assaltos, comentou Gladir Basso. A FEEB também pedirá o cumprimento da lei estadual para instalação de circuitos internos de televisão em caixas eletrônicos.


