Funcionários do Banestado decidiram ontem que vão continuar com a greve iniciada no último dia 5 mesmo com a decisão contrária do presidente do Tribunal Superior do Trabalho, Almir Pazzianotto. Em assembléia, os bancários definiram que vão fazer um ato público para explicar as causas da greve e sobre a privatização do banco. Também será mantido o contigente mínimo de 20% dos funcionários em determinadas seções do banco.
De acordo com a assessora jurídica do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Rigião Metropolitana, Miriam Gonçalves, a decisão do ministro Almir Pazzianotto não considerou a greve inconstitucional ou abusiva. ‘‘O presidente do TST foi induzido ao erro porque a direção do Banestado agiu de má-fé ao colocar a proposta dos bancários de estabilidade como fechada’’.
Os bancários querem que a direção do banco assine um acordo de estabilidade até 2002 em função da privatização do Banestado. A Folha procurou a direção do banco, mas não encontrou nenhum diretor por causa do feriado prolongado.
Miriam Gonçalves disse que os bancários entram com um agravo regimental (espeécie de liminar), que pretende corrigir a decisão de Pazzianotto. ‘‘Em parte já estamos acatando a decisão do presidente do TST, porque as agências contam com um número mínimo de funcionários atendendo e também os grevistas estão permitindo acesso a quem quer trabalhar’’, afirmou a advogada.
O presidente do sindicato, José Daniel Farias, disse que os grevistas vão estar cedo em frente as principais agências do Banestado para informar que a paralisação continua. ‘‘Muita gente ficou confusa com a notícia truncada de fim de greve’’, afirmou. Além disso, eles fazem uma manifestação contra a aprivatização do banco, às 16 horas, na Boca Maldita, junto com os professores que também farão uma manifestação.
Privatização Até ontem pela manhã, nenhuma das ações impetradas contra a privatização havia sido julgada. Na última sexta-feira, foi a vez do deputado federal Florisvaldo Fier (PT), conhecido como Dr. Rosinha, entrar com mais um pedido de anulação do leilão. O deputado aponta irregularidade no processo de privatização. Segundo ele, a direção do banco não seguiu as regras estabelecidas em leis ao formular e abrir o edital de licitação.