Bancários conseguem reajuste de 1,2% e desistem de greve
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quarta-feira, 18 de novembro de 1998
Andrea Vendramini 
Os bancários de Curitiba e Região Metropolitana, que ameaçavam entrar em greve hoje, praticamente descartaram a possibilidade ontem, antes mesmo de começar a assembléia para definir a questão, prevista para às 19 horas. O motivo foi a apresentação de uma nova proposta pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), na segunda-feira, mesmo com as negociações dadas como encerradas. As principais novidades da proposta são um reajuste de 1,2% - antes estava descartado qualquer reajuste - e a manutenção da jornada de 30 horas semanais.
Segundo o presidente do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região Metropolitana, Pedro Eugênio Leite, a tendência era a de suspender a deflagração da greve, conforme orientou a Executiva Nacional da categoria. O acordo não significa uma vitória, mas vai assegurar a manutenção de direitos adquiridos no decorrer de vários anos, disse. Entre as conquistas, Leite mencionou a jornada de trabalho de 30 horas semanais, participação nos lucros e resultados, auxílio creche, auxílio-alimentação e auxílio-refeição. A proposta dos banqueiros inclui também participação nos lucros de 80% do salário mais R$ 300,00 fixos e abono de R$ 700,00 para todos - a ser pago dez dias após a assinatura do acordo -, uma espécie de compensação pela diferença entre o reajuste reivindicado pelos bancários e o índice proposto. A nova opção prevê ainda a manutenção do anuênio, que seria extinto segundo a proposta inicial.
Os bancários reivindicam reajuste de 5,8%, participação nos lucros e resultados para todos, produtividade de 14,8%, auxílio-educação, gratificação semestral e a criação de mecanismos para dar alguma garantia de emprego. Se o acordo for firmado, não conseguiremos compensar as perdas acumuladas desde o Plano Real, comentou Leite. O reajuste proposto, entretanto, corresponde à inflação acumulada no último ano.


