Bancários as têm como inimigas
Bancários
as têm como
inimigas
O que os clientes de bancos nem imaginam é o estrago que as maquininhas fizeram na vida dos bancários. Desde 90, quando os bancos começaram a investir em tecnologia, o número de bancários caiu de 800 mil para 400 mil em todo País. Para o presidente do Sindicato dos Bancários, José Daniel Farias, não dá para ser contra o avanço tecnológico. O problema é que os bancos não se preocupam em gerar empregos. Há cinco anos o movimento sindical propõe que o horário bancário seja ampliado para atendimento das 9 às 17 horas, com a criação de mais um turno de trabalho. Seriam pelo menos mais 200 mil empregos, o que daria para repor os espaços suprimidos pela tecnologia, diz.
Mas os bancos, certamente, não têm interesse em reverter esta situação. Pesquisa feita na Caixa Econômica Federal mostra que o custo unitário de transação bancária feito no guichê, ou seja, através de um bancário, é de R$ 1.19, contra R$ 0,25 nas máquinas de auto-atendimento, R$ 0,75 no Banco 24 horas ou R$ 0,15 pela internet.
Em junho, por exemplo, 73% de todas as transações feitas no Banco Itaú foram realizadas pelo auto-atendimento. Ao mesmo tempo, vale a pena lembrar que de 60.865 funcionários em 1990 o banco passou para 39.430, hoje, apesar de ter adquirido neste período o Bemge e Banerj. O HSBC, por sua vez, vem reduzindo o número de agências e aumentando a quantidade de caixas automáticas. Nos últimos dois anos o banco e a seguradora passaram de 23.756 funcionários, em 97 para 20.599 neste ano. (M.G.)





