Durante décadas, as balsas que faziam a travessia PR-MS tinham lotação permanente até com excesso de carga, o mesmo ocorrendo na ligação de Guaíra com o Paraguai. A primeira travessia foi suspensa no dia da inauguração da ponte, e a outra, uma imagem durante a semana era conclusiva: havia apenas um automóvel e uma charrete em uma das balsas que atravessavam o Lago de Itaipu. Um balseiro confessou que teme perder o emprego logo. ‘‘Assim como outros 130 companheiros meus’’. Segundo ele, os trabalhadores estão se mobilizando para tentar alguma forma de indenização. ‘‘Somos as grandes vítimas de tudo isso’’, diz.
José Nascimento Moreira, 36 anos, e que diz ter ‘‘20 anos na água’’, teme que a empresa F. Andreis, que explora o que restou do serviço, acabe dispensando a maior parte dos 15 trabalhadores que restaram. A empresa mantém hoje apenas duas das quatro balsas na travessia, ainda assim porque há o movimento dos caminhões que escoam a safra paraguaia, mas a seguir deve ser apenas uma embarcação. A F. Andreis também explorava a travessia PR-MS, inicialmente sozinha, mas depois tendo a concorrência da Mineração Floresta, em agressiva concorrência, porque o negócio era extremamente lucrativo.
Há informações de que a primeira empresa chegava a faturar mais de R$ 1 milhão ao mês apenas na travessia PR-MS. Durante muito tempo, a F. Andreis praticou preços a sua vontade, mas depois eles até baixaram, com a concorrência. Na véspera da inauguração da ponte, o preço foi violentamente elevado: um automóvel pagava R$ 10,00. No no dia seguinte, pela ponte, apenas R$ 3,00, com travessia de apenas cinco minutos. Pelas balsas, são 50 minutos, incluindo espera para embarque. Hoje, as empresas disputam apenas a extração e comércio da areia do Rio Paraná.

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