Edson MazzettoServiço era rentável, mas concorrência entre as empresas fez a tarifa despencar nos últimos anosCom a ponte, será encerrado o serviço de balsas, explorado por duas empresas (F. Andreis e Mineração Floresta), envolvidas historicamente em agressiva disputa pelo rendoso transporte. A primeira empresa, mais poderosa, já chegou a obter faturamento mensal superior a R$ 1,1 milhão.
Nos últimos tempos, o faturamento diminuiu porque a disputa fez as duas empresas baixarem constantemente o preço da tarifa, cada qual na tentativa de obter a preferência dos motoristas.
Ontem, na véspera da inauguração da ponte, os preços praticados pelas empresas era de R$ 2,00 para motocicletas, R$ 10,00 automóveis, R$ 12,00 ônibus, R$ 13,00 caminhões e R$ 15,00 carretas. Sob a água, as balsas demoram 30 minutos, mas os carros ficam nas margens pelo menos o dobro deste tempo, parados na espera ou em manobras. Pela ponte, a transposição do Rio Paraná será feita em 5 minutos.
Negócios A região, a partir de agora, vai retomar com mais força a exploração do turismo, incrementando o comércio entre as fronteiras e transformando-se num corredor de exportação de produtos agrícolas através do porto de Paranaguá.
Também inicia-se uma nova era para a cidade de Guaíra - que perdeu sua principal fonte turística em 1982, quando as Sete Quedas foram submersas pelo lago da Hidrelétrica de Itaipu - e para toda a Costa Oeste. As possibilidades econômicas que se abrem com a ponte deixam otimistas lideranças empresariais e políticas da região.

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